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Cotidiano
15/11/2008 - 09h46

TAM pede suspensão do inquérito policial sobre acidente em Congonhas

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da Folha de S.Paulo
do Agora

A TAM ingressou ontem na Justiça de São Paulo com um pedido de suspensão temporária do inquérito policial que investiga a tragédia com o Airbus em Congonhas até que haja a definição de qual tribunal é competente para julgar o caso --a esfera federal ou a estadual.

O juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum do Jabaquara, Hélio Narvaez, decidirá na segunda se o processo vai parar.

Ao menos dez pessoas devem ser indiciadas como responsáveis pelo acidente com o Airbus da TAM, em julho de 2007, o maior da história do país. Funcionários da TAM, da Infraero (estatal que administra os aeroportos) e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) serão acusados de atentado contra a segurança de transportes aéreos, com penalidade de homicídio culposo (sem intenção), de acordo com o promotor Mário Luiz Sarrubbo.

Na noite do dia 17 de julho do ano passado, o Airbus da TAM que fazia o vôo 3054 tentou aterrissar no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), não conseguiu e se chocou com um depósito da companhia aérea do outro lado da avenida Washington Luís, em frente à pista principal do aeroporto -- 199 pessoas morreram.

Entretanto a TAM, por meio de sua assessoria, disse que não teve acesso ao laudo do Instituto de Criminalística sobre o acidente no aeroporto de Congonhas e "não comenta investigação em andamento". A mesma resposta foi dada pela Infraero, a empresa pública responsável pelos aeroportos.

Já a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou, por meio de nota, "que não recebeu nem teve acesso ao laudo do IC, tendo conhecimento dele apenas através do noticiário". "Por isso, a Anac não tem condições de comentar o referido laudo."

A nota lembra da apuração da Aeronáutica. "O acidente em Congonhas continua sendo investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) da Aeronáutica, autoridade do sistema de aviação civil brasileiro responsável pela investigação de acidentes." A agência desautorizou seus funcionários a falarem em nome dela.

Parentes das vítimas do acidente querem que os indiciados respondam por homicídio doloso eventual, e não por crime de atentado contra a segurança do tráfego aéreo, como deverá apontar o laudo do IC.

O criminalista da Afavitam (Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 3054), Eduardo Cesar Leite, disse que os envolvidos no caso assumiram o risco do acidente. "A tese de atentado à segurança é absurda", disse Leite, que não quis comentar as informações do laudo antes de o documento ser entregue oficialmente.

Com Folha Online

Comentários dos leitores
michael zieminski (37) 01/10/2009 23h57
michael zieminski (37) 01/10/2009 23h57
VOCES VITIMAS DESTE CRIME QUE É A COMPRA DA POLICIA PELA TAM FIQUEM SABENDO QUE ALEM DESTA POLICIA CORRUPTA COMO SEMPRE´,A CULPA É DA TAM (PELOS DOIS PILOTOS DESPREPARADOS,INFELIZMENTE MORTOS) E A AIRBUS COM ESTAS AERONAVES TAO AUTOMATIZADAS QUE OS DOIS PILOTOS SIMPLESMENTE FORAM PASSAGEIROS COMO OS OUTROS PASSAGEIROS ATRAS DO COCKPIT SÓ QUE AINDA PAGARAM PARA SEREM MORTOS POR ESSE LIXO QUE É A AIRBUS/TAM sem opinião
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Muito estranho o Relatório da Aeronáutica ; um
piloto com todas as atribuições e responsabilidades,
no controle do avião , tem ainda que checar o
balanceamento do combustível entre as asas ?
Parece muito mais lógico que este procedimento,
seja feito de forma automática no abastecimento !
Será que os projetistas não encontraram solução
para este pequeno problema técnico ?
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