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Cotidiano
16/11/2008 - 20h48

Familiares da menina assassinada em Curitiba se dizem arrasados com o crime

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da Agência Folha

A família de Lavínia Rabech da Rosa, 9, está "arrasada" com a morte da garota. É o que disse à reportagem Juciliana Rosa, tia da menina. A mãe de Lavínia, a dona-de-casa Maura Rosa, estava sob efeitos de calmantes e não conseguia nem falar, segundo a irmã dela.

Juciliana afirmou que o suspeito, o morador de rua Mariano Torres Ramos Martins, 45, era conhecido na região e que sempre pedia comida e café aos vizinhos e à família.

Segundo outra tia de Lavínia, Noeli Farias, o suspeito freqüentava a casa da garota. "Que isso sirva de lição, que a gente não pode confiar em ninguém."

Juciliana disse que não consegue entender o porquê de Martins ter cometido o crime e que ele mantinha um bom relacionamento com a vizinhança.

"Foi tudo muito rápido. Minha irmã estava dormindo com ela na cama e saiu para ir ao telefone na esquina. Quando voltou, deitou de novo e estranhou, porque a cama estava molhada, como se a Lavínia tivesse feito xixi. Daí ela ouviu um gemido embaixo da cama e viu que ele [Martins] estava ali", afirmou Juciliana.

Segundo Juciliana, a irmã bateu no suspeito e o colocou para fora de casa. Vizinhos também o agrediram. "Ela saiu correndo atrás dele com uma faca. E chegou a esfaqueá-lo na rua", afirmou.

No dia do crime, segundo Juciliana, o padrasto da menina, que trabalha como garçom, estava dormindo na sala sob efeito de analgésicos. Ele foi submetido a uma cirurgia há poucos dias após ter fraturado uma perna. A irmã por parte de mãe de Lavínia, mais nova que ela, também estava em casa. O pai de Lavínia morreu quando a mãe ainda estava grávida dela.

O enterro da garota está marcado para as 13h de amanhã, no cemitério do Boqueirão, na periferia de Curitiba.

 

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