Justiça nega pedido da TAM para suspender inquérito sobre acidente em Congonhas
da Agência Brasil
da Folha Online
O juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum do Jabaquara, Hélio Narvaez, negou nesta segunda-feira o pedido da TAM para que o inquérito policial que apura as causas e os responsáveis pelo acidente com o vôo 3054 fosse temporariamente suspenso.
Na última sexta-feira (14), a companhia havia pedido que a apuração sobre as causas da tragédia ocorrida há um ano, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, fosse suspensa até que a Justiça definisse se o caso deve ser julgado por um tribunal federal ou estadual.
Com a decisão de Narvaez, a definição sobre se o caso seguirá para a Justiça estadual ou federal só será conhecida após o delegado responsável pelo caso, Antônio Carlos de Meneses Barbosa, terminar seu relatório com as conclusões a que chegou depois de um ano de trabalho.
Se Barbosa enquadrar os indiciados no crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo (Artigo 261 do Código Penal), o crime será julgado pela Justiça Federal. Caso contrário, o caso seguirá na Justiça Estadual.
A assessoria da TAM disse esta tarde que não comentaria o assunto.
Responsáveis
No início da tarde de hoje, a Polícia Civil recebeu o o laudo da perícia do IC (Instituto de Criminalística), que aponta as causas e os responsáveis pelo acidente com o vôo 3054 da TAM, que hoje completa 16 meses. O acidente, o maior da aviação brasileira, deixou 199 mortos.
Segundo o delegado-titular do 15º DP, Antonio Carlos Menezes Barbosa, a análise do inquérito deve ser concluída até o final desta semana e, depois, os responsáveis serão indiciados.
A Polícia Civil não divulgou quantas pessoas serão indiciadas, mas afirmou que os responsáveis deverão responder por atentado contra a segurança dos transportes aéreos.
Acidente
Na noite do dia 17 de julho do ano passado, o Airbus da TAM que fazia o vôo 3054 tentou aterrissar no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), não conseguiu e se chocou com um depósito da companhia aérea do outro lado da avenida Washington Luís, em frente à pista principal do aeroporto.
Nestes 16 meses, 336 pessoas foram ouvidas, entre familiares, controladores de tráfego aéreo, aeronautas, entre outras pessoas.
Segundo a Polícia Civil, o laudo do IC tem 656 páginas e 2.608 documentos anexados, totalizando 3.264 páginas. Já o inquérito policial tem 13.600 páginas, e, com o laudo, chega a quase 17 mil páginas.
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