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Cotidiano
18/11/2008 - 11h21

Polícia convoca depoimento de familiares de ganhador da Mega-Sena morto em Limeira (SP)

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da Folha Online
da Agência Folha, em Limeira

A Polícia Civil de Limeira (151 km de São Paulo) deve convocar nesta terça-feira os depoimentos de familiares de Altair Aparecido dos Santos, 43, que há cerca de um ano ganhou um prêmio da Mega-Sena e foi assassinado no último domingo.

Segundo o investigador Gildo Antônio Fernando Ciola, a viúva, Maria Izabel Cano, 40, e os pais da vítima devem ser ouvidos entre hoje e amanhã. "Eles já foram intimados, mas serão ouvidos aos poucos", afirma Ciola.

A viúva afirmou, de acordo com boletim de ocorrência, que o marido havia recebido ameaças de Dogival Bezerra de Oliveira, 51, conhecido como Chaveiro. Ele foi um dos apostadores que ficou de fora o bolão que rendeu o prêmio de R$ 16 milhões em 2007. Outras 13 pessoas entraram no bolão e os 14 dividiram o prêmio de R$ 16 milhões. O grupo se reunia em um bar e costumava apostar semanalmente. Cada um apostou R$ 5.

Na época, os dois amigos que ficaram de fora do bolão entraram na Justiça na tentativa de receber parte do prêmio. Em meio à disputa judicial, o grupo de ganhadores concordou em pagar uma parcela menor aos dois que ficaram fora.

Oliveira prestou depoimento ontem, negou envolvimento com o crime e disse que "jamais mataria alguém". Aos policiais ele disse que na noite do crime havia saído com a mulher e com a neta para comer um lanche.

Crime

Santos foi baleado no peito no condomínio Portal das Flores, no último domingo, no momento em que apagava as luzes do imóvel, após um churrasco. O disparo foi ouvido pela mulher dele.

A vítima chegou a ser encaminhada para a Santa Casa de Limeira, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Rio

Em 7 de janeiro do ano passado, o ganhador da Mega-Sena Renné Senna foi assassinado em um bar no município de Rio Bonito, no Rio de Janeiro.

Decisão publicada pela Justiça no começo deste mês desbloqueou os bens do ganhador e determinou que a filha dele, Renata Senna, terá direito aos bens, que somam cerca de R$ 11 milhões.

A viúva de Renné Senna, Adriana Almeida, é acusada de ser a mandante do assassinato do milionário. Ela chegou a ser presa e foi libertada por habeas corpus em junho deste ano enquanto aguarda o julgamento, que será feito por Tribunal do Júri.

 

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