Local onde ganhador da Mega-Sena foi morto foi lavado, diz Polícia Civil
da Folha Online
O local onde o ganhador da Mega-Sena Altair Aparecido dos Santos, 43, foi assassinado no último domingo (16), foi lavado logo após o crime, segundo informações da Polícia Civil de Limeira (151 km de São Paulo). Em depoimento realizado nesta terça-feira, os familiares da vítima admitiram que o local foi alterado.
Santos foi baleado no peito no condomínio Portal das Flores, no último domingo, no momento em que apagava as luzes do imóvel, após um churrasco. O disparo foi ouvido pela mulher dele.
Segundo Mauro Alexandre Rodrigues, um dos escrivães da Polícia Civil que acompanhou os depoimentos na tarde de hoje, a viúva da vítima, Maria Izabel Cano, 40, informou que o filho do casal, de 8 anos, também estava no condomínio com a família no momento. Em seu depoimento, ela informou que enquanto a família levava Santos ao hospital, uma amiga foi chamada para tomar conta do filho do casal.
"A esposa informou que ela [a amiga da família] chegou ao local e viu tudo ensanguentado. Sem ter conhecimento de que ele tinha sido baleado, ela lavou o local para não assustar a criança com o sangue", afirmou Rodrigues.
A polícia disse não acreditar que o fato atrapalhe as investigações. De acordo com a Polícia Civil, além da viúva, os pais da vítima e um cunhado de Santos também prestaram depoimento na tarde de hoje.
Segundo o investigador Gildo Antônio Fernando Ciola, nesta quarta-feira (19), a Polícia Civil deve ouvir o depoimento de uma testemunha que estava em um imóvel próximo ao local do crime. De acordo com Ciola, a testemunha ouviu um disparo por volta das 21h.
A testemunha que deve ser ouvida amanhã chegou a levar o ganhador do prêmio para um hospital local, segundo o investigador.
Até as 20h30 desta terça-feira, a Polícia Civil ainda não havia recebido os laudos do IML (Instituto Médico Legal) e do IC (Instituto de Criminalística) de Limeira.
Crime
A viúva de Santos afirmou, de acordo com boletim de ocorrência, que o marido havia recebido ameaças de Dogival Bezerra de Oliveira, 51, conhecido como Chaveiro. Ele foi um dos apostadores que ficou de fora o bolão que rendeu o prêmio de R$ 16 milhões em 2007. Outras 13 pessoas entraram no bolão e os 14 dividiram o prêmio de R$ 16 milhões. O grupo se reunia em um bar e costumava apostar semanalmente. Cada um apostou R$ 5.
Na época, os dois amigos que ficaram de fora do bolão entraram na Justiça na tentativa de receber parte do prêmio. Em meio à disputa judicial, o grupo de ganhadores concordou em pagar uma parcela menor aos dois que ficaram fora.
Oliveira prestou depoimento nesta segunda-feira (17) e negou envolvimento com o crime e disse que "jamais mataria alguém". Aos policiais ele disse que na noite do crime havia saído com a mulher e com a neta para comer um lanche.
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