Polícia prende animador de festa suspeito de pedofilia no Rio
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Um animador de festas foi preso terça-feira (18) na zona oeste do Rio sob suspeita de abusar sexualmente de crianças.
Após denúncia das próprias vítimas, a DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) prendeu o suspeito, de 40 anos. Animador de festas infantis há 25 anos, ele cometeu abusos sexuais contra duas irmãs menores de idade há cerca de seis anos, segundo inquérito da DPCA, que o indiciou por atentado violento ao pudor e estupro.
Os policiais também suspeitam que ele tenha abusado de outras dez crianças em sua casa e na residência das vítimas, durante as festas nas quais trabalhava.
A denúncia chegou à polícia quando a mãe das duas irmãs procurou a delegacia para relatar o caso. Segundo a DPCA, o irmão mais velho das meninas flagrou o homem abusando da mais nova delas, de 11 anos. Ele relatou o caso à mãe, que confirmou a história com a filha mais velha, de 16 anos, de quem o suspeito é padrinho, de acordo com a delegacia.
As irmãs foram submetidas a exames de corpo delito. Investigadores da DPCA acompanharam o paradeiro do animador pelos últimos três meses e descobriram que ele abusava sexualmente de pelo menos outras dez crianças, durante as festas infantis que animava ou na casa dele, após conquistar a confiança da família das vítimas.
A Justiça decretou ontem a prisão temporária do suspeito, que foi preso no apartamento onde mora, na zona norte da cidade. À polícia ele teria negado os crimes.
O delegado informou que já colheu depoimentos de outras supostas vítimas, que confirmaram os abusos. A polícia não confirmou se o suspeito já tem advogado de defesa constituído.
Norte-americano
Na segunda-feira (17), um norte-americano foi preso no Leblon (zona sul do Rio) também sob suspeita de pedofilia. Uma operação da Interpol (polícia internacional) em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Estadual foi montada para prendê-lo.
Segundo o Ministério Público, ele abusava sexualmente de crianças e de jovens menores de idade no apartamento que mantinha no Rio. Dava preferência a meninos e, para atraí-los, fingia ser professor de inglês, afirmou a Promotoria.
A Interpol afirmou que o norte-americano já respondia a processos por pedofilia nos EUA, onde era considerado foragido. À Polícia Civil, ele negou as acusações.

