Júri de jovens soltos após confissão de "maníaco" entra no segundo dia em Guarulhos (SP)
FERNANDA PEREIRA
Colaboração para a Folha Online
A Justiça retomou nesta quarta-feira o julgamento dos três jovens acusados pela morte de Vanessa Batista de Freitas, 22, ocorrido em 2006, em Guarulhos (Grande São Paulo). Os rapazes ficaram presos por cerca de dois anos e foram libertados em setembro último, após o crime ser atribuído a Leandro Basílio Rodrigues, chamado de "maníaco de Guarulhos".
Os jovens afirmam ter confessado o crime sob tortura. À Justiça Rodrigues, que segundo a polícia havia confessado a autoria do assassinato, também negou ser o responsável pelo crime e afirmou ter sido torturado.
Ontem, foram ouvidas nove testemunhas, entre elas policiais responsáveis pela prisão de Renato Correia de Brito, 24 --que teve um relacionamento com a vítima--, William César de Brito Silva, 28, e Wagner Conceição da Silva, 25. Eles negaram ter agredido os rapazes.
Nesta quarta, já foram ouvidos familiares de Wagner --a mãe, a irmã, o irmão e o cunhado.
Os dois irmãos afirmaram ao juiz que o rapaz estava em casa na noite do crime. Disseram que na manhã seguinte acordaram com um estrondo e, em seguida, viram o rapaz ajoelhado na sala, com um policial apontando uma arma para ele.
Segundo os familiares, o rapaz teria sido agredido na delegacia. Ontem, o delegado responsável pela prisão negou agressões.
Um ex-companheiro de cela também disse à Justiça ter observado hematomas no corpo dos rapazes e relatou que, de acordo com os presos, as agressões ocorreram no momento na prisão e na delegacia. A Promotoria apresentou laudos feitos após as prisões e que negam lesões.
O defensor público Luiz Eduardo de Toledo Coelho, que representa o chamado "maníaco", também foi ouvido e afirmou que seu cliente confessou o crime sob tortura e que ele não estava na cidade na ocasião da morte de Vanessa.
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