Secretaria confirma que técnicos foram barrados em colégio no Rio por supostos traficantes
LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio
A Secretaria Estadual de Educação do Rio reconheceu que técnicos foram impedidos por supostos informantes de traficantes de entrar nesta quarta-feira no Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) Agostinho Fincias, no Engenho Novo (zona norte do Rio). Eles tentavam fazer uma vistoria no local onde, na terça-feira (18), policiais encontraram um arsenal com fuzis, metralhadoras, granadas e drogas.
O colégio foi fechado por tempo indeterminado, e os cerca de 900 alunos do Ciep estão sem aulas desde a tarde de ontem.
Na manhã de hoje, ao tentar vistoriar a escola, técnicos da secretaria foram ameaçados e impedidos de entrar por meninos que disseram ser informantes de traficantes de drogas, segundo a Polícia Militar. O 3º Batalhão de PM (Méier) afirmou que os técnicos foram abordados por adolescentes que tentaram intimidá-los e impediram a entrada no Ciep.
A Secretaria de Educação confirmou que os técnicos foram impedidos de entrar no colégio. Eles pediram reforço policial, mas não voltaram ao Ciep. A secretaria informou que ainda não há previsão de uma nova vistoria.
A visita seria a primeira etapa de uma investigação aberta nesta quarta-feira pela secretaria para descobrir como as armas entraram no colégio. Os funcionários seriam interrogados. Arquitetos também foram ao local para verificar se o esconderijo montado para abrigar as armas danificou a estrutura do colégio.
O arsenal foi encontrado durante uma operação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) na terça-feira (18) no morro do São João para prender os responsáveis por um tiroteio que culminou com a morte de seis pessoas no sábado (15).
As aulas do Ciep foram canceladas na terça-feira e, nesta manhã, o colégio foi fechado. Ainda não há prazo para a reabertura.
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