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Cotidiano
19/11/2008 - 23h29

Acusados negam autoria de assassinato de jovem em Guarulhos (SP)

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TATIANA SANTIAGO
colaboração para a Folha Online

Os três jovens acusados de matar a jovem Vanessa Batista de Freitas, 22, em Guarulhos (Grande São Paulo), em 2006, negaram novamente a autoria do crime, em depoimento feito na noite desta quarta-feira, durante o julgamento sobre o caso.

Renato Correia de Brito, 24, ex-namorado da vítima, William César de Brito Silva, 28, e Wagner Conceição da Silva, 25, afirmaram à Justiça que não são responsáveis pelo crime e, novamente, acusaram a polícia civil e militar de Guarulhos de torturá-los para que esses confessassem o assassinato. A polícia nega a tortura.

Alex Almeida/Folha Imagem
Jovens presos por crime atribuído a maníaco vão a júri, da esq. à dir.; Willian (camisa cinza), Renato (branca) e Wagner (laranja)
Jovens presos por crime atribuído a maníaco vão a júri, da esq. à dir.; Willian (camisa cinza), Renato (branca) e Wagner (laranja)

Os réus ficaram cerca de dois anos presos sob a acusação de matar a jovem em Guarulhos, em 2006. Em setembro deste ano, no entanto, eles foram libertados, após o crime ser atribuído a Leandro Basílio Rodrigues, chamado de "maníaco de Guarulhos".

Em seus depoimentos, William e Wagner também contestaram os resultados dos exames de corpo de delito. Segundo eles, os laudos médicos eram falsos.

Entretanto, o promotor Levy Emanuel Magno disse que oito médicos realizaram os exames com os réus despidos, em datas distintas, e não encontraram hematomas. "Não tenho dúvidas que os réus mentiram [sobre o resultado dos exames]", afirmou, em entrevista concedida após os depoimentos.

Autoria

Ao final dos depoimentos, a promotoria afirmou não era possível que o chamado "maníaco de Guarulhos" tenha matado Vanessa. "O 'maníaco' jamais poderia ter cometido esse crime", afirmou Magno, que disse ainda acreditar que Renato, ex-namorado da vítima, tenha sido o "autor intelectual" do crime.

Em seu depoimento, Renato afirmou que mantinha um relacionamento amigável com Vanessa, com quem ele teve um filho. Já Wagner afirmou que não conhecia a vítima.

Rodrigues, 19, que prestou depoimento à Justiça nesta terça-feira (17), negou que tenha matado Vanessa e afirmou que só confessou o assassinato pois foi torturado por policiais civis.

Além de Rodrigues, a Justiça ouviu os depoimentos do delegado Paulo Roberto Poli, do 1º DP de Guarulhos; do sargento da PM Richardson Alves de Alcântara e do cabo Ezequiel Ramos da Mota, entre outras testemunhas.

Crime

Vanessa Batista de Freitas era namorada de Renato. Segundo a acusação, ele havia encomendado o crime porque queria evitar uma ação judicial para pagamento de pensão alimentícia do filho que tinha com a jovem.

Os jovens, que passaram cerca de dois anos presos, disseram que haviam confessado o crime porque tinham sido torturados por policiais.

Decisão

Nesta quinta-feira (20), haverá o debate entre a acusação e a defesa dos acusados. A expectativa é que o veredicto do julgamento seja divulgado até a noite de amanhã.

 

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