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Cotidiano
20/11/2008 - 12h55

Recomeça julgamento de jovens acusados de assassinato em Guarulhos (SP)

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MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO
colaboração para a Folha Online

Recomeçou na manhã desta quinta-feira o julgamento dos três jovens --Renato Correia de Brito, 24, ex-namorado da vítima, William César de Brito Silva, 28, e Wagner Conceição da Silva, 25-- acusados de matar Vanessa Batista de Freitas, 22, em Guarulhos (na Grande São Paulo), em 2006.

Por volta das 9h45, foi exibido um vídeo com o testemunho de Leandro Basílio Rodrigues, 19, conhecido como o "maníaco de Guarulhos", durante depoimento ao delegado Jackson César Batista, do DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Guarulhos.

Na gravação, o maníaco confirma o assassinato da vítima. Ele conta que abordou Vanessa com uma arma calibre 38, a levou para um matagal e deu uma "gravata" na vítima, que morreu estrangulada. Depois ele afirma que tirou a roupa de Vanessa, mas que não cometeu nenhuma violência sexual. Ele também diz que roubou o celular da vítima e trocou por 15 pedras de crack.

Rodrigues afirmou à Justiça na última terça-feira (18) durante o julgamento dos três rapazes acusados do crime que só confessou o assassinato pois foi torturado por policiais civis.

Julgamento

Ontem (19), os três acusados negaram novamente a autoria do crime, em depoimento durante o julgamento sobre o caso.

Eles acusaram novamente a Polícia Civil e Militar de Guarulhos de torturá-los para que esses confessassem o assassinato. A polícia nega a tortura.

Os réus ficaram cerca de dois anos presos sob a acusação de matar a jovem em Guarulhos, em 2006. Em setembro deste ano, no entanto, eles foram libertados, após o crime ser atribuído a Leandro Basílio Rodrigues, chamado de "maníaco de Guarulhos".

Autoria

Ao final dos depoimentos de quarta-feira (19), a promotoria afirmou não era possível que o chamado "maníaco de Guarulhos" tenha matado Vanessa. "O maníaco jamais poderia ter cometido esse crime", afirmou Magno, que disse ainda acreditar que Renato, ex-namorado da vítima, tenha sido o "autor intelectual" do crime.

Em seu depoimento, Renato afirmou que mantinha um relacionamento amigável com Vanessa, com quem ele teve um filho. Já Wagner afirmou que não conhecia a vítima.

Além de Rodrigues, a Justiça ouviu os depoimentos do delegado Paulo Roberto Poli, do 1º DP de Guarulhos; do sargento da PM Richardson Alves de Alcântara e do cabo Ezequiel Ramos da Mota, entre outras testemunhas.

Crime

Vanessa Batista de Freitas era namorada de Renato. Segundo a acusação, ele havia encomendado o crime porque queria evitar uma ação judicial para pagamento de pensão alimentícia do filho que tinha com a jovem.

 

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