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Cotidiano
24/11/2008 - 21h22

Chuvas fecham maior porto de SC; hotéis têm prejuízos

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PAULO HENRIQUE DE SOUSA
colaboração para a Agência Folha, em Balneário Camboriú

As chuvas em Santa Catarina já provocam prejuízos no setor de transportes e turismo do Estado. O porto de Itajaí, o maior do Estado, está fechado desde a última quinta-feira (20). Em centros turísticos da região, hotéis amargam perdas.

Até as 20h, a Defesa Civil registrava 59 mortes causadas pelas chuvas. O número de pessoas desalojadas ou desabrigadas também era grande: 43.054 ficaram sem suas casas, sendo que 14.511 estão desabrigados --devem ficar em abrigos do poder público-- e 28.543 desalojados, ou seja, abrigados nas casas de familiares ou amigos.

Em Itajaí, três dos quatro pontos de atracação de navios foram danificados pela força das águas. As cargas permanecem no pátio e não podem ser embarcadas nem retiradas. Ainda não há cálculos dos prejuízos. De janeiro a outubro deste ano, as exportações pelo porto somaram US$ 10 bilhões.

Para os visitantes que passam pela região, a principal dificuldade é o acesso interrompido em estradas. Os problemas de interdição já geram prejuízos em Balneário Camboriú, um dos principais destinos turísticos de Santa Catarina.

O Hotel Marambaia, um dos maiores da cidade, sofreu uma queda de reservas de 30%. O gerente comercial, Carlos Eduardo de Sá, diz que nesta época do ano, o público do hotel é de funcionários de empresas com negócios em Itajaí, cidade vizinha e uma das mais castigadas do Estado.

Em Blumenau, a situação é ainda pior. Os hotéis não têm água e comida suficiente para servir aos hóspedes. As 40 pessoas hospedadas no Hotel Ibis, por exemplo, são obrigadas a comprar comida no único supermercado aberto na cidade.

Os empresários, porém, dizem que não há riscos de prejuízos para a temporada de verão. Para o diretor da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Henry Quaresma, a economia do Estado ainda deve sofrer mais perdas com a situação do porto de Itajaí, somada ao corte de fornecimento de gás natural e os danos às estradas. "O Estado praticamente parou."

 

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