Mais um morre soterrado em Santa Catarina; agora são 68 vítimas
da Folha Online
A Defesa Civil de Santa Catarina informou que mais uma pessoa morreu soterrada, o que eleva para 68 o total de vítimas devido à chuva que assola o Estado. A vítima foi soterrada em São Pedro de Alcantâra.
O número de pessoas desalojadas ou desabrigadas totaliza 52.388, sendo que 22.776 estão desabrigados --tiveram danos em suas casas e foram encaminhadas para abrigos por não ter para onde ir-- e 29.612 estão desalojados --foram encaminhados para casas de parentes ou amigos.
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Estão isolados oito municípios: São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoa e Benedito Novo. Quatro cidades decretaram estado de calamidade pública: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento e Camboriú.
Devido aos estragos provocados pela chuva, o governador decretou sábado (22) situação de emergência em todo Estado. O decreto é válido por 180 dias.
| Neiva Daltrozo/SECOM |
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As chuvas também prejudicaram a distribuição de energia elétrica. Segundo balanço mais recente divulgado pela Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina S/A), 137 mil pontos sem energia elétrica. Os pontos vão desde casas, passando por estabelecimentos comerciais e até públicos.
A chuva que atinge o Estado é recorde histórico para o mês de novembro desde que o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) começou a fazer medições em Florianópolis, em 1961. A previsão é que a intensidade das chuvas seja reduzida hoje.
Solo e comoção
Segundo a geógrafa Maria Lúcia de Paula Herrmann, coordenadora do Núcleo de Estudos de Desastres Naturais da Universidade Federal de Santa Catarina, o solo é "podre", fruto de uma alteração geológica de 4 milhões de anos.
Com isso, as mortes no litoral de Santa Catarina são uma tragédia anunciada e vão continuar a ocorrer se nada for feito rapidamente.
No encerramento de uma conferência na noite de ontem em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pedido à platéia para que fosse feito um minuto de silêncio em memória das vítimas.
Ele determinou a três ministros que fossem até Santa Catarina para avaliar os estragos causados pelas fortes chuvas e para montar um plano de ação na região.
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse nesta terça-feira que o governo federal vai realizar "todos os esforços" para reduzir as conseqüências das enchentes em Santa Catarina.
| Neiva Daltrozo/Reuters | ||
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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