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Cotidiano
25/11/2008 - 22h06

Repórter relata cenário de desolação em trajeto a Blumenau (SC)

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JOSÉ EDUARDO RONDON
da Agência Folha, em Blumenau

A liberação das rodovias que permitem o acesso da cidade de Navegantes a Blumenau --em Santa Catarina-- fez com que, às 10h48 desta terça-feira, a reportagem, em um táxi, desse início a uma viagem ao epicentro da tragédia das chuvas em Santa Catarina.

A informação de que havia como se chegar a Blumenau circulou no aeroporto de Navegantes, após dois carros que saíram daquela cidade terem chegado ao local. A notícia da liberação provocou agitação e uma procura por táxis no município, que estava com diversos acessos interditados nos últimos dias.

Moacyr Lopes Júnior/Folha Imagem
Criança é resgatada em uma comunidade rural na cidade de Ilhota (SC), onde várias familias estão isoladas devido às enchentes
Criança é resgatada em uma comunidade rural na cidade de Ilhota (SC), onde várias familias estão isoladas devido às enchentes

Na segunda-feira (24) a Folha tentou fazer o mesmo percurso, mas foi obrigada a voltar depois de cinco quilômetros. No meio da pista, alagada, havia até um barco parado.

O cenário no entorno de estradas como as BRs 470 e 101 é de desolação e mostram mais claramente os danos causados pelas chuvas.

O que se vê são casas submersas, pessoas saindo de barco das moradias, parte de morros encobrindo as pistas e árvores caindo pelo trajeto, que se encerrou em Blumenau às 12h15, quase uma hora e meia depois da partida. Normalmente, a viagem de carro demoraria por volta de 40 minutos.

No momento em que a reportagem percorreu o trajeto de carro, a chuva deu uma trégua na região. Isso fez com que outros motoristas também se arriscassem a fazer a viagem na mesma hora.

Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem
Chuvas inundam cidade de Itajaí (SC); ao menos quatro mercados foram saqueados e Defesa Civil registra 8 mil desalojados
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Para se chegar a Blumenau, vindo de Navegantes em meios aos estragos provocados pelas enchentes, é necessário um desvio por rodovias secundárias, o que aumenta em cerca de 40 km a distância.

No caminho, partes de cidades como Itajaí, Brusque e Gaspar estão debaixo d'água. Ao lado da BR-101 em Itajaí, cerca de 40 carros boiavam em um local que se assemelhava a uma oficina mecânica.

Ali, o transbordamento era o do rio Itajaí-Mirim. Ao passar por trechos de estrada, espremidos entre morros e com muita terra caída na pista, a sensação que se tem é que mais desmoronamentos ainda vão acontecer.

Próximo a Brusque, o trânsito parou por causa de terra e árvores na pista. Em uma outra parte, só pelo acostamento se consegue seguir em frente. Às margens da estrada, pequenas plantações de produtores da região estão alagadas.

Sem alívio

Em Gaspar, a cerca de cem metros de distância da estrada, há casas com água até o teto. De uma delas, uma moradora era resgatada por um barco. Ao lado da pista, algumas pessoas com bicicletas transportando galões de 20 litros, vazios, procuravam água para beber.

Perto de Blumenau, há áreas em que os morros parecem derreter. Neles, pedaços de terra se desprendem. Quando se chega a Blumenau, não há nenhuma sensação de alívio com o término da viagem. O único pensamento é o de não ter de refazer o trajeto de volta até Navegantes.

Alan Pedro - 23.nov.08/Divulgação
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Comentários dos leitores
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
eu como brasileira, agora com vergonha de ser,quero fazer uma critica a esse lula que air estar querendo aterrorisar nosso pais fazendo e pior trazendo esse presidente do irã pra car..o que ele quer com isso ?será possivel que esse luda não vai para de apoiar esse tipo de pessas terroristas,que mata as pessoas sem dor nem piedade,seria bom se com ele vinhece um homem bomba e quando entrase no planalto acionace o relogio quando tivese todos junto...para de apoiar bandido vai apoiar seu pove que estar morrendo afogado,nas balas perdidas,na secas do nordeste....e vc. só quer aparecer pra esse cara.....se liga cara...o brasil é de paz. sem opinião
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Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
sem opinião
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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