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Cotidiano
25/11/2008 - 22h28

Moradores abandonam casas com medo de novos desabamentos em Blumenau (SC)

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HEDA WENZEL
colaboração para a Folha Online, em Florianópolis

Atualizado às 22h57.

A redução do nível do rio Itajaí-Açu --que às 18h desta terça-feira registrava mais de seis metros acima do nível normal--, em Santa Catarina, e das chuvas não foram suficientes para acalmar grande parte da população de Blumenau (SC). A ameaça de novos deslizamentos de terra e desabamentos de casas é a principal preocupação. Áreas que antes eram consideradas seguras durante as enchentes, apresentam agora risco iminente.

A rua Hermann Huscher, localizada próxima a região central da cidade, é um exemplo. Números da Defesa Civil apontam que, em casos de cheias, a rua só é afetada quando o rio sobe mais de 13 metros que o normal, mas desde sábado (22) os moradores da região sofrem com os desabamentos.

Marina Andrade/Folha Online
Moradores de Blumenau (SC) abandonam casas com medo de desmoronamentos; Defesa Civil alerta para novos deslizamentos
Moradores de Blumenau (SC) abandonam casas com medo de desmoronamentos; Defesa Civil alerta para novos deslizamentos

Os desmoronamentos de terra já atingiram oito casas situadas ao longo de um trecho de aproximadamente 300 metros. Outras duas construções de dois pavimentos desabaram. Ainda não há informações sobre vítimas, mas, de acordo com moradores, as casas foram abandonadas antes dos desastres.

Por volta das 19h, engenheiros da Prefeitura de Blumenau avaliaram a região e informaram que outras cinco residências correm risco, podendo desabar a qualquer momento.

Vizinha da situação, Ana Paula Schnaider, 23, moradora de um prédio em frente aos locais de risco, abandonou o lugar e foi se refugiar na casa de parentes. "Mesmo que os engenheiros afirmem que nosso prédio não corre risco, preferimos sair daqui e não assistir a esta situação", afirmou enquanto carregava sacolas com poucas roupas, cobertores e documentos.

Três condomínios estão situados no local e muitos moradores preferiram deixar seus apartamentos, apesar dos prédios não estarem em risco.

Ao contrário de seus vizinhos, a professora Sônia Regina Adriano, 51, prefere aguardar a melhora da situação em casa. "O máximo que pode acontecer é ficarmos ilhados, assim como várias pessoas estão presas em suas casas. Estamos sem água, mas temos luz e comida, além de podermos utilizar a água da piscina. Acho que não teríamos um local melhor para ir", disse.

Riscos

Mesmo com o grande risco de desabamentos, o trânsito nas ruas de Blumenau é grande e muitas vezes atrapalha o trabalho das equipes de resgate. "Os congestionamentos são revoltantes. Na grande maioria são curiosos que não precisam estar aqui. Agora a pouco uma ambulância tentou passagem e ficou presa em meio aos carros", afirmou Thiago Andrey da Cruz, 22, morador de uma das regiões mais afetadas.

"Além de atrapalharem os trabalhos de resgate, os turistas do caos colocam suas vidas em perigo, pois ainda há muitas casas em risco de desabamento", disse a dona de casa Marli Judith da Cruz, 53, que assiste aflita ao caos estabelecido em sua rua.

A Defesa Civil do município insiste para que as pessoas fiquem em casa e só saiam em caso de risco. Até as 22h de hoje, o órgão registrava 20 mortes na cidade.

Neiva Daltrozo/Reuters
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Comentários dos leitores
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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Diego Vezaro (1) 13/01/2009 12h29
Diego Vezaro (1) 13/01/2009 12h29
Olá meu nome é Diego.
Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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