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Cotidiano
26/11/2008 - 18h01

Tribunal de Justiça absolve promotor acusado de matar jovem no litoral de SP

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Colaboração para a Folha Online

O promotor Thales Ferri Schoedl foi absolvido por unanimidade das acusações de matar a tiros um jovem e ferir outro em dezembro de 2004, na cidade de Bertioga (litoral de São Paulo). Ele foi julgado na tarde desta quarta-feira pelo Órgão Especial do TJ (Tribunal de Justiça), composto por 25 desembargadores do tribunal.

16.fev.2005 Rogério Cassimiro/Folha Imagem
Promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl deixa a prisão no carro de seu advogado
Promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl deixa a prisão no carro de seu advogado

O julgamento --que durou aproximadamente três horas-- ocorreu após decisão do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do STF (Supremo Tribunal Federal), que em outubro deste ano devolveu o cargo de promotor ao qual Schoedl estava exonerado por decisão do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

O ministro Menezes Direito entendeu que o CNMP não é competente para determinar a exoneração de um membro do Ministério Público. Assim, concedeu liminar ao promotor para que permaneça como membro da Promotoria, recebendo salários mas, sem exercer a função.

Crime

O Ministério Público ofereceu contra Schoedl denúncia (acusação formal) ao TJ de São Paulo por homicídio duplo qualificado, sendo um consumado e outro não, por motivo fútil, no dia 11 de janeiro de 2005.

Schoedl é acusado de atirar contra os estudantes Diego Mendes Modanez e Felipe Siqueira Cunha de Souza, ambos de 20 anos, matando o primeiro e ferindo gravemente o segundo, após sair de um luau na praia de Bertioga, em 30 de dezembro de 2004. O promotor foi preso em flagrante pelo delegado de polícia de Bertioga.

O acusado disse que foi cercado após uma discussão e que disparou contra o chão, para dispersar os rapazes, que teriam imaginado que as balas eram de festim. Acuado, então, ele atirou na direção dos jovens.

Entretanto, ao contrário da versão apresentada por Schoedl, testemunhas ouvidas pela polícia disseram que, após passar pelo grupo de jovens, o promotor iniciou uma discussão, por achar que eles olharam para sua namorada. Em seguida, teria sacado a arma, atirado no chão e depois na direção dos garotos.

 

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