Volta às aulas depende da diminuição dos níveis de água em Santa Catarina
GISELE LOBATO
colaboração para a Folha Online
Cerca de 135.000 alunos da rede pública estadual de ensino Santa Catarina estão sem aulas devido às chuvas que atingem o Estado desde a última sexta-feira (21). O número, que representa 16,3% do total de estudantes das escolas estaduais catarinenses, inclui os municípios de Blumenau e Itajaí --duas das cidades mais atingidas pelas chuvas--, onde as aulas foram totalmente suspensas.
| Patrick Rodrigues/AP |
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| Moradores transportam alimentos pelas ruas alagadas do município de Itajaí (SC); riscos de doenças são maiores com enchentes. |
A porcentagem de estudantes sem aulas pode ser ainda maior se consideradas as escolas municipais. Segundo a secretaria da Educação de Santa Catarina, a maioria das escolas utilizadas pela Defesa Civil como abrigo pertence aos municípios.
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Segundo a secretaria, 24 escolas estaduais que haviam cancelado as aulas foram reabertas nesta quarta-feira, mas o retorno às aulas nas 129 escolas que continuam fechadas depende da diminuição dos níveis da água nas cidades inundadas.
Ano letivo
O secretário da educação do Estado, Paulo Bauer, afirmou que o calendário de reposição das aulas ficará a cargo de cada unidade. As escolas poderão optar por estender o número de semanas, convocar aulas aos sábados ou aumentar a carga diária para atingir as exigências legais --mínimo de 800 horas anuais e 200 dias letivos.
Nesta quinta-feira (27), representantes do governo estadual se reúnem com diretores das escolas estaduais e municipais para definir como ficará o ano letivo nas escolas de Blumenau.
| James Tavares/Secom | ||
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| Vale do Itajaí sofre com os deslizamentos causados pela chuva; todo o Estado está em situação de emergência |
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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