Grávida se abriga em casa de vizinha após ter residência inundada em Gaspar (SC)
Colaboração para a Folha Online
Grávida de sete meses, Odete de Oliveira Machado, 35, foi obrigada a abandonar a casa onde morava com o marido na cidade de Gaspar (SC), uma das cidades atingidas pela chuva no Vale do Itajaí. Ela e o marido tiveram de se abrigar na casa de uma vizinha, agora ocupada por mais nove pessoas.
| João Carlos Frigério/Bombeiros do Paraná |
![]() |
| Bombeiros do Paraná ajudam a resgatar cachorro de Gaspar (SC), uma das cidades mais atingidas pelas chuvas em Santa Catarina |
O casal foi obrigado a deixar a residência às pressas por volta das 3h do último sábado, quando o nível da água começou a subir e ameaçar alagar a rua. "Foi o tempo de pegar documento e uma muda de roupa", diz Odete.
- Caminhoneiro voluntário leva doações para SC; Defesa Civil do PR cadastra motoristas
- Santa Catarina pede doação de água potável, médicos voluntários e dinheiro
- ÁUDIO: Cenário em Blumenau lembra filme de guerra, diz repórter
- VÍDEO: Governo federal ajudará regiões atingidas pela chuva; assista
Inicialmente, ela e o marido se abrigaram na casa da mãe, para onde já tinham mandado o filho. No domingo, porém, todos tiveram de abandonar a residência, que começou a ser ameaçada pelo aumento do nível da água.
A família conseguiu abrigo na casa de uma vizinha. "Agora estão 11 pessoas na casa, em uma casa de quatro cômodos. Era só ela e o esposo", afirma Odete.
Odete e o marido ainda não têm idéia do prejuízo que tiveram. Segundo ela, na cozinha de sua casa o nível da água atingiu aproximadamente 1,80 m, deixando alagados geladeira, fogão e armário e estragando todos os mantimentos.
Proprietário de uma empresa de costura que faz serviços para confecções, o casal também amarga perdas na firma. Além do maquinário que foi inundado e da produção paralisada, cerca de três mil peças de roupa foram danificadas.
"Amanhã (quinta-feira) vão interditar as ruas e nenhum carro vai poder circular. Meu marido vai até lá cedo para ver como é que está a situação", disse Odete.
Para se alimentar, ela e o marido contam com o apoio da irmã e do cunhado, Natanael e Sônia. Eles moram em São João da Boa Vista (216 km de São Paulo) e conseguiram arrecadar dinheiro e enviar para os familiares.
Leia mais
- Sobe para 99 número de mortes confirmadas em SC; 78 mil deixaram suas casas
- Morador de Blumenau distribui água de cachoeira para vítimas das chuvas
- Polícia de SC prende 20 pessoas suspeitas de saquearem mercado em Itajaí (SC)
- Chuvas em Santa Catarina voltam a derrubar barreiras e prejudicam 18 rodovias
- Lula se diz impressionado com dimensão da tragédia causada pela chuva em SC
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre os estragos causados pela chuva
- Leia cobertura completa sobre a chuva em Santa Catarina
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria



A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
avalie fechar
avalie fechar
Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
avalie fechar