Entre os mortos em Santa Catarina, 8 são crianças com menos de 10 anos
Colaboração para a Folha
Entre os 97 mortos pelas chuvas em Santa Catarina estão bebês, idosos e famílias inteiras. Em Blumenau, Jaraguá do Sul e Itajaí, ao menos 14 vítimas têm menos de 20 anos. Oito mortos são crianças com menos de nove anos, incluindo uma em Ilhota. A vítima mais nova, um bebê, tem oito meses.
Em Jaraguá do Sul (187 km de Florianópolis), famílias foram vítimas de desmoronamentos. De dez pessoas da família Lescowicz/Franzner, apenas um jovem sobreviveu.
Por volta das 2h30 do dia 24, duas casas e duas lojas de automóveis foram soterradas na cidade. Em uma das casas atingidas, estavam Mônica Lescowicz, 41, funcionária da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Família, seu filho Nathan Lescowicz, 11, e seu marido Moacir Lescowicz, 44.
O outro filho do casal, Renan Willian, 19, está internado no Hospital São José, com fraturas, mas sem risco de morte.
Ouça relato de Elson Ferreira que ajudou vítimas
"O garoto estava na internet e contou que, por isso, sobreviveu. Ele disse que ouviu os pais gemendo de dor e ainda tentou acalmá-los, dizendo que logo viria o resgate", disse o empresário Jaime Franzner, 54, primo distante de Mônica.
De dez, sobrou um
Os pais de Mônica, Zilda e Avelino Franzner, ambos com 73 anos, que moravam com ela, também morreram soterrados.
Na casa vizinha, estavam o irmão de Mônica, Guido Franzner, 43, sua mulher, Ivonete Franzner, 34, os filhos do casal, Alana e Cauã, de 13 e cinco anos. Eles também morreram.
Guido era engenheiro e trabalhava na empresa de motores Weg. "Foi uma tragédia que chocou a todos. De dez, só sobrou um", disse Jaime.
Dois dias antes, outro desmoronamento matou uma mãe e duas filhas: Silvana Manske, 30, Bruna Manske, 6, e Maria Eduarda Manske, 3.
Em Rodeio, um deslizamento de terra matou um casal e dois filhos (leia texto ao lado).
Em Blumenau, mais uma família foi vítima das chuvas. Adilson Bezerra, 30, a mulher e a filha Sabrina Chininelli, 9, morreram após um deslizamento na noite do domingo.
Asfixiadas
O diretor do IGP (Instituto Geral de Perícias), Giovani Adriano, disse que 99% das vítimas morreram asfixiadas por causa de soterramentos. Segundo ele, Santa Catarina possui 26 IMLs (Instituto Médico Legal) e, por conta da tragédia, duas bases para receber corpos foram criadas no Estado.
"Como em alguns locais não conseguimos transportar os corpos para o IML, criamos uma base com médico-legista no aeroporto de Navegantes e uma base próxima ao cemitério de Gaspar [140 km de Florianópolis]." Segundo Adriano, a maioria dos cemitérios está em partes altas dos municípios e não foram muito afetados.
CÍNTIA ACAYABA e MÁRCIA PEREIRA
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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