Chuvas matam 97 pessoas em Santa Catarina; Estado decreta luto oficial
da Folha Online
O governo de Santa Catarina decretou luto oficial de três dias em razão das 97 mortes provocadas pela chuva que assolou o Estado. O decreto assinado pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) vale a partir desta quinta-feira.
O número de pessoas que tiveram de deixar suas casas chega a 78.707. Segundo a Defesa Civil, deste total, 27.410 estão desabrigados, ou seja, dependem de abrigos do poder público, e 51.297 estão desalojados --devem ficar hospedados nas casas de familiares ou amigos.
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A Defesa Civil Estadual informou que o nível das águas das chuvas baixou, e as equipes de resgate conseguiram acesso a todos os municípios que estavam isolados. Oficialmente, 19 pessoas permanecem desaparecidas, mas o número pode ser maior.
Dez cidades decretaram situação de calamidade: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento, Camboriú, Benedito Novo, Pomerode, Luís Alves, Itajaí e Rodeio. A cidade de Blumenau --uma das mais afetadas pelas chuvas-- também decretou situação de calamidade, segundo a prefeitura.
Ouça relato de Elson Ferreira que ajudou vítimas
Ajuda
| Patrick Rodrigues/AP |
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| Moradores transportam alimentos pelas ruas alagadas do município de Itajaí (SC); riscos de doenças são maiores com enchentes. |
Várias entidades estão se mobilizando para auxiliar aqueles que sofreram prejuízos devido à chuva. O Hospital Albert Einstein enviou um caminhão de medicamentos e materiais médicos, Minas enviou 105 mil copos de água tratada para Santa Catarina e mais dois bancos anunciaram que arrecadam recursos para as vítimas da tragédia.
O caos que provocou destruição e mortos ocupa espaço na imprensa internacional e levou os parlamentares a articular elevação dos recursos do Orçamento destinados a Santa Catarina.
Relatos
A destruição atinge várias cidades e mudou a rotina de centenas de milhares de moradores do Estado. Um deles é publicitário Rui Fontoura, 31, morador de Blumenau. "As ruas estão sujas. Blumenau não é assim. Em qualquer lugar que se olhe existe uma marca do castigo que foi infligido à cidade. Um muro caiu ali. Aquele barranco não era assim. Aqui tinha uma casa", escreve ele em seu relato à Folha Online.
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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