Indústrias de SC querem linha de crédito de R$ 500 mi para reparar danos
da Folha Online
A Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) propôs ao governo federal a criação de uma linha de crédito para capital de giro no valor de R$ 500 milhões para atender as empresas que utilizam gás natural. O recurso poderia ser liberado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O pedido foi encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pretende atender as dificuldades das indústrias com a falta do combustível. Com as fortes chuva no Estado, um deslizamento de terra arrancou 60 metros do gasoduto no município catarinense de Gaspar.
Segundo a Fiesc, já foram descartadas as duas hipóteses com as quais a indústria esperava minimizar os problemas decorrentes da falta do insumo: a antecipação da normalização do fornecimento do gás natural ou o suprimento emergencial com GLP (Gás Liquefeito de Petróleo).
A previsão para conserto é de três semanas, mas alguns empresários já falam em mais tempo. Ao todo, 87 indústrias tiveram de adotar planos de contingência para continuar operando. Outras pararam a produção e negociam prazos e dívidas.
A distribuidora estatal Sulgas está entregando somente 15 mil metros cúbicos --cerca de 1% do volume fornecido diariamente antes do acidente.
Em função da falta de alternativas, a indústria solicitou também à SCGás a suspensão do pagamento das faturas a partir da interrupção no fornecimento e prazos maiores para o pagamento das faturas após o restabelecimento do serviço. A federação afirmou que algumas empresas relataram as dificuldades que terão para cumprir seus compromissos financeiros com as fábricas paradas e a conseqüente interrupção do faturamento.
O setor cerâmico no Sul do Estado fechou as fábricas e ofereceu licença remunerada aos trabalhadores.
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