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Cotidiano
27/11/2008 - 17h03

Cerâmicas paralisam produção e calculam perdas de R$ 130 milhões em SC

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da Folha Online

As indústrias cerâmicas instaladas em Santa Catarina estão com a produção paralisada desde a última segunda-feira. Embora não sofram com inundações, como algumas cidades do Estado, as empresas enfrentam a interrupção do abastecimento de gás natural depois que um duto rompeu na cidade de Gaspar.

Sem combustível para o processo de produção, as empresas dispensaram os funcionários para uma licença remunerada sem previsão de retorno. O conserto do duto pode levar três semanas. Depois disso, as empresas ainda precisam de mais cinco dias para retomar o ritmo.

Com isso, as perdas em faturamento podem chegar a R$ 130 milhões em um mês, segundo previsão do presidente da Sindiceram (Sindicato das Indústrias de Cerâmica para Construção e de Olaria de Criciúma), Otmar Josef Muller.

"As empresas estão buscando alternativas, como o GLP (gás liquefeito de petróleo), mas há dificuldades em relação a quantidade, ao transporte e ao equipamento para vaporizar", afirmou.

As indústrias cerâmicas de Santa Catarina, concentradas em sua maioria na região de Criciúma, representam uma parte das empresas que solicitaram ao governo uma linha especial de crédito de R$ 500 milhões junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para capital de giro.

A produção de pisos, azulejos e peças de cerâmica em Santa Catarina alcança 6,6 milhões de metros quadrados por mês, cerca de 15,5% do estoque nacional, sendo 22% para exportação.

Muller estima que mais de 5.000 funcionários estão de licença com a paralisação e afirmou que o setor está preocupado que a suspensão prejudique o atendimento dos pedidos.

Gás

O Estado de Santa Catarina consome 1,7 milhão de metros cúbicos por dia de gás, sendo 1,3 milhão para o setor industrial. O abastecimento atual alcança apenas 35% do consumo das indústrias.

As empresas de cerâmica, no entanto, estão sem abastecimento porque estão localizadas ao sul do Estado, depois da região onde o duto se rompeu. Elas consomem cerca de 800 mil metros cúbicos de gás por dia.

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Comentários dos leitores
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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Diego Vezaro (1) 13/01/2009 12h29
Diego Vezaro (1) 13/01/2009 12h29
Olá meu nome é Diego.
Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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