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Cotidiano
27/11/2008 - 17h44

Porto de Itajaí amarga prejuízo de US$ 350 milhões e deve retomar ritmo em 15 dias

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FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online

A paralisação do porto de Itajaí, uma das cidades afetadas pelas chuvas que assolam Santa Catarina, gera, em dez dias, um prejuízo estimado em ao menos US$ 350 milhões --US$ 35 mil ao dia. Itajaí é o porto com maior movimentação de carne refrigerada do Brasil, principalmente de frango, e o segundo maior no fluxo de cargas em contêineres. A administração afirma que 4% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro passa por este porto.

"São mais de US$ 350 milhões em mercadorias que deixaram de ser movimentadas. Mas o maior prejuízo foram os estragos no cais", disse o superintendente do porto, Arnaldo Schmitt, explicando que a forte correnteza do rio Itajaí-Açu já havia parado o porto por alguns dias antes das enchentes.

Ontem, o governo federal acatou o pedido da administração do porto de Itajaí e anunciou recursos de R$ 350 milhões para reparação do local. Apesar da verba aprovada, o superintendente explicou que ainda não tem como calcular os prejuízos na infra-estrutura do local.

Schmitt explicou que o aumento do nível da água do rio destruiu integralmente o berço 1, e parcialmente os berços 2 e 3. Com pequenas avarias, apenas o berço de número 4 tem condições de entrar em operação. A meta é que o porto volte a operar com até 80% da sua capacidade em 15 dias.

Reprodução
Imagem do sistema de câmeras mostra o canal de acesso do cais do porto de Itajaí tomado pela água após vários dias de chuva
Imagem do sistema de câmeras mostra o canal de acesso do cais do porto de Itajaí tomado pela água após vários dias de chuva

"A paralisação do nosso porto não afeta só Itajaí, mas todo o Brasil", afirmou Schimitt, que foi prefeito dessa cidade por dois mandatos: 1983-1988 e 1993-1996.

Para atingir a meta de operação, o superintendente explicou que antecipará a entrega do berço zero, que está em fase final de construção, para que comece a operar em 15 dias, além do berço 4. Segundo ele, com um esquema de operação especial, os dois locais de atracação --chamados de berços-- poderiam sustentar entre 75% e 80% da movimentação normal.

"Conversei com os técnicos e os operários vão trabalhar os próximos 15 dias, durante as 24h, para entregar o berço zero pronto", disse o superintendente.

Sem ainda ter dados suficientes para estimar quando o porto voltará operar com sua capacidade máxima, Schimitt explicou que só a reconstrução do berço 1 irá demorar, pelo menos, seis meses.

Além disso, o responsável informou que existem alguns bancos de terra que reduziram a profundidade do canal por onde passam os navios. A profundidade ideal é de 12 metros, mas existem áreas com 8 metros e até 7 metros. Para resolver isso, a administração do porto --que é municipal-- vai contratar uma empresa em caráter de emergência para fazer a dragagem do canal.

Comentários dos leitores
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
eu como brasileira, agora com vergonha de ser,quero fazer uma critica a esse lula que air estar querendo aterrorisar nosso pais fazendo e pior trazendo esse presidente do irã pra car..o que ele quer com isso ?será possivel que esse luda não vai para de apoiar esse tipo de pessas terroristas,que mata as pessoas sem dor nem piedade,seria bom se com ele vinhece um homem bomba e quando entrase no planalto acionace o relogio quando tivese todos junto...para de apoiar bandido vai apoiar seu pove que estar morrendo afogado,nas balas perdidas,na secas do nordeste....e vc. só quer aparecer pra esse cara.....se liga cara...o brasil é de paz. sem opinião
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Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
sem opinião
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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