Governo de SC decreta estado de calamidade pública em 12 cidades; Estado está de luto
da Folha Online
O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), assinou decreto de situação de calamidade pública em 12 cidades do Estado: Benedito Novo, Blumenau, Brusque, Camboriú, Gaspar, Ilhota, Itajaí, Itapoá, Luis Alves, Nova Trento, Rio dos Cedros e Rodeio. O decreto, assinado ontem e divulgado nesta quinta-feira, vale por 180 dias. As chuvas já causaram 99 mortes no Estado.
Santa Catarina está em luto oficial por três dias a partir de hoje. O último boletim divulgado pela Defesa Civil, por volta das 18h30, informa que 78.707 pessoas tiveram de abandonar suas casas por conta das enchentes.
Vítimas de Santa Catarina precisam de ajuda; veja a relação de postos
VIDEO: "Tem pessoas da família que não sabemos se estão vivas", relata morador
AUDIO: Médico fica ilhado por três dias em hospital de SC e relata drama causado pela chuva
VIDEO: "Estradas viraram rios e a terra desceu como lava de vulcão", diz morador
ÁUDIO: IML de Itajaí já não tem espaço para tantos corpos, diz repórter
ÁUDIO: Comissão irá acompanhar liberação de recursos para SC, diz deputado
No último sábado (22), o governador havia decretado situação de emergência em Santa Catarina, válido por 180 dias.
Além das 12 cidades em estado de calamidade pública, o governador ampliou a lista de municípios em situação de emergência. Estão em situação de emergência as cidades:
- Anitápolis;
- Araranguá;
- Antônio Carlos;
- Balneário de Piçarras;
- Bom Jardim da Serra;
- Botuverá;
- Canelinha;
- Canoinhas;
- Chapadão do Lageado;
- Garuva;
- Governador Celso Ramos;
- Gravatal;
- Guabiruba;
- Imbuia;
- Indaial;
- Jaborá;
- Lauro Müller;
- Major Gercino;
- Orleans;
- Paulo Lopes;
- Penha;
- Pomerode;
- Porto Belo;
- Presidente Getúlio;
- Rancho Queimado;
- São Bonifácio;
- São João Batista;
- São Martinho;
- São Pedro de Alcântara;
- Schroeder;
- Tubarão;
- Urupema.
Nesta quinta, a Defesa Civil divulgou uma lista parcial com os nomes das vítimas no Estado. Entre os mortos, a bebê, crianças e famílias inteiras.
Os desabrigados estão sendo alojados em abrigos do poder público, mas há falta de água potável, médicos voluntários, alimentos e artigos de higiene, entre outros. Diversas entidades estão realizando campanhas de arrecadação para auxiliar as vítimas.
A Defesa Civil Estadual informou que o nível das águas das chuvas baixou, e as equipes de resgate conseguiram acesso a todos os municípios que estavam isolados. Oficialmente, 19 pessoas permanecem desaparecidas, mas o número pode ser maior.
Ouça relato de Elson Ferreira que ajudou vítimas
Ajuda
Várias entidades estão se mobilizando para auxiliar aqueles que sofreram prejuízos devido à chuva. O Hospital Albert Einstein enviou um caminhão de medicamentos e materiais médicos, Minas enviou 105 mil copos de água tratada para Santa Catarina e mais dois bancos anunciaram que arrecadam recursos para as vítimas da tragédia.
O caos que provocou destruição e mortos ocupa espaço na imprensa internacional e levou os parlamentares a articular elevação dos recursos do Orçamento destinados a Santa Catarina.
Relatos
A destruição atinge várias cidades e mudou a rotina de centenas de milhares de moradores do Estado. Um deles é publicitário Rui Fontoura, 31, morador de Blumenau. "As ruas estão sujas. Blumenau não é assim. Em qualquer lugar que se olhe existe uma marca do castigo que foi infligido à cidade. Um muro caiu ali. Aquele barranco não era assim. Aqui tinha uma casa", escreve ele em seu relato à Folha Online.
Leia mais
- Radioamadores tentam restabelecer comunicação em Luiz Alves (SC)
- Cerâmicas paralisam produção e calculam perdas de R$ 130 milhões em SC
- Governo deixa 150 homens da Força Nacional de prontidão para ajudar em SC
- Defesa Civil corrige número e registra 99 mortes causadas pelas chuvas em SC
- Indústrias de SC querem linha de crédito de R$ 500 mi para reparar danos
Livraria
- Fotojornalista relata a difícil cobertura de uma tragédia
- Atlas mapeia as alterações climáticas no planeta e mostra como enfrentá-las
- Livro explica causas e as conseqüências do aquecimento global no Brasil
Especial


avalie fechar
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
avalie fechar
avalie fechar