Nível da água baixa, mas situação em Santa Catarina ainda é grave
Colaboração para a Folha Online
Apesar de as águas já terem baixado, a situação contínua crítica na região de Santa Catarina atingida pelas chuvas. As equipes de resgate conseguiram acesso nesta quinta-feira a todos os municípios que estavam isolados, mas em algumas áreas só é possível chegar por meio de helicóptero.
Parte da população que teve suas casas inundadas começa a voltar para os imóveis para iniciar o trabalho de limpeza. Segundo o mais recente balanço da Defesa Civil do Estado, 51.297 moradores estão desalojados e 27.410 desabrigados. O número de mortes confirmadas chegou a 99 e pelo menos 19 desaparecidos.
A situação em Santa Catarina levou o governador Luiz Henrique a decretar situação de calamidade pública em 12 cidades: Benedito Novo, Blumenau, Brusque, Camboriú, Gaspar, Ilhota, Itajaí, Itapoá, Luiz Alves, Nova Trento, Rio dos Cedros e Rodeio.
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Além das 12 cidades em estado de calamidade pública, o governador ampliou a lista de municípios em situação de emergência. Estão em situação de emergência as cidades:
- Anitápolis;
- Araranguá;
- Antônio Carlos;
- Balneário de Piçarras;
- Bom Jardim da Serra;
- Botuverá;
- Canelinha;
- Canoinhas;
- Chapadão do Lageado;
- Garuva;
- Governador Celso Ramos;
- Gravatal;
- Guabiruba;
- Imbuia;
- Indaial;
- Jaborá;
- Lauro Müller;
- Major Gercino;
- Orleans;
- Paulo Lopes;
- Penha;
- Pomerode;
- Porto Belo;
- Presidente Getúlio;
- Rancho Queimado;
- São Bonifácio;
- São João Batista;
- São Martinho;
- São Pedro de Alcântara;
- Schroeder;
- Tubarão;
- Urupema.
Doações
Os desabrigados estão sendo alojados em abrigos do poder público, mas há falta de água potável, médicos voluntários, alimentos e artigos de higiene, entre outros. Diversas entidades estão realizando campanhas de arrecadação para auxiliar as vítimas.
A Defesa Civil de Santa Catarina mantém o pedido de doações de água potável, médicos voluntários e dinheiro aos municípios atingidos pelas chuvas. Com acessos interditados, há, no entanto, dificuldade para a entrega dos materiais. Com isso, a Defesa Civil Estadual pede que os interessados priorizem as doações em dinheiro nas contas bancárias.
O órgão informou três contas bancárias para receber doações para compra de mantimentos. Os interessados em contribuir podem depositar qualquer quantia nas seguintes contas:
- Banco do Brasil - Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7;
- Besc - Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0;
- Bradesco Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1
Em nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57
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Especial


A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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