Em Itajaí (SC), homem abriga 21 pessoas em sua própria casa
BRENO COSTA
da Agência Folha
Há quatro anos atendendo a vítimas de acidentes como socorrista do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Fábio Pinheiro, 30, não imaginava que o segundo andar de sua casa em Itajaí serviria de abrigo improvisado para 21 pessoas, inclusive um recém-nascido, durante quatro dias.
"Nem eu sei como fiz isso, mas cumpri minha missão", diz.
Acostumado a atuar em acidentes em que famílias inteiras precisam ser retiradas de ferragens, Pinheiro viu, na tarde de domingo (23), um barco que transportava nove pessoas passar diante da porta de casa. A rua onde mora virou na prática uma extensão do rio Itajaí-Mirim, cuja margem fica a 800 metros em dias de calmaria.
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| Fernando Donasci/Folha Imagem |
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No barco, espremiam-se em busca de socorro um idoso acamado, vítima de um derrame, seus dois filhos, um outro casal com dois filhos --um de cinco anos, outro de 40 dias--, além de uma vizinha, acompanhada do marido e da filha pequena.
A enchente já inundava o primeiro andar da casa em que o socorrista mora com a mulher, o filho de cinco meses e a sogra, de 65 anos. O carro na garagem, geladeira e móveis da sala e da cozinha foram atingidos.
Todos que estavam no barco pediam socorro e foram convidados a entrar. No segundo andar, com três quartos, um banheiro e uma varanda, colchões e cobertores fizeram as vezes de cama para as visitas. Horas depois, aportou mais um grupo de sete pessoas, todas da mesma família, que perderam tudo. Na manhã de segunda (24), mais dois vizinhos pediram abrigo.
A comida foi racionada. Com o resto de farinha que havia na casa, fizeram pães. Restos de carne também tapearam a fome. A tentação dos saques que corriam pela cidade foi evitada. "Não gosto disso. É roubo", diz.
Com um estoque de pomadas e acessórios do socorrista, o bebê de 40 dias passou os dias sem complicações. Sem água, a descarga no banheiro foi improvisada com baldes com a água marrom que havia no primeiro andar.
Na quarta-feira (26) à noite, a água passou a baixar e as visitas começaram a ir embora. Outras ficaram até ontem. Pinheiro garante que, se voltar a chover, o segundo andar estará novamente disponível.
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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