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Cotidiano
27/11/2008 - 22h17

Em Itajaí (SC), homem abriga 21 pessoas em sua própria casa

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BRENO COSTA
da Agência Folha

Há quatro anos atendendo a vítimas de acidentes como socorrista do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Fábio Pinheiro, 30, não imaginava que o segundo andar de sua casa em Itajaí serviria de abrigo improvisado para 21 pessoas, inclusive um recém-nascido, durante quatro dias.

"Nem eu sei como fiz isso, mas cumpri minha missão", diz.

Acostumado a atuar em acidentes em que famílias inteiras precisam ser retiradas de ferragens, Pinheiro viu, na tarde de domingo (23), um barco que transportava nove pessoas passar diante da porta de casa. A rua onde mora virou na prática uma extensão do rio Itajaí-Mirim, cuja margem fica a 800 metros em dias de calmaria.

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Fernando Donasci/Folha Imagem
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No barco, espremiam-se em busca de socorro um idoso acamado, vítima de um derrame, seus dois filhos, um outro casal com dois filhos --um de cinco anos, outro de 40 dias--, além de uma vizinha, acompanhada do marido e da filha pequena.

A enchente já inundava o primeiro andar da casa em que o socorrista mora com a mulher, o filho de cinco meses e a sogra, de 65 anos. O carro na garagem, geladeira e móveis da sala e da cozinha foram atingidos.

Todos que estavam no barco pediam socorro e foram convidados a entrar. No segundo andar, com três quartos, um banheiro e uma varanda, colchões e cobertores fizeram as vezes de cama para as visitas. Horas depois, aportou mais um grupo de sete pessoas, todas da mesma família, que perderam tudo. Na manhã de segunda (24), mais dois vizinhos pediram abrigo.

A comida foi racionada. Com o resto de farinha que havia na casa, fizeram pães. Restos de carne também tapearam a fome. A tentação dos saques que corriam pela cidade foi evitada. "Não gosto disso. É roubo", diz.

Com um estoque de pomadas e acessórios do socorrista, o bebê de 40 dias passou os dias sem complicações. Sem água, a descarga no banheiro foi improvisada com baldes com a água marrom que havia no primeiro andar.

Na quarta-feira (26) à noite, a água passou a baixar e as visitas começaram a ir embora. Outras ficaram até ontem. Pinheiro garante que, se voltar a chover, o segundo andar estará novamente disponível.

Comentários dos leitores
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
eu como brasileira, agora com vergonha de ser,quero fazer uma critica a esse lula que air estar querendo aterrorisar nosso pais fazendo e pior trazendo esse presidente do irã pra car..o que ele quer com isso ?será possivel que esse luda não vai para de apoiar esse tipo de pessas terroristas,que mata as pessoas sem dor nem piedade,seria bom se com ele vinhece um homem bomba e quando entrase no planalto acionace o relogio quando tivese todos junto...para de apoiar bandido vai apoiar seu pove que estar morrendo afogado,nas balas perdidas,na secas do nordeste....e vc. só quer aparecer pra esse cara.....se liga cara...o brasil é de paz. sem opinião
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Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
sem opinião
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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