Prefeito de Blumenau (SC) avalia construir loteamentos para desabrigados
ALLAN SANTIN
Colaboração para a Folha Online, em Santa Catarina
O prefeito de Blumenau, uma das cidades mais afetadas pela chuva em Santa Catarina, afirmou que, depois de reconstruir pontes e estradas destruídas na maior tragédia que já atingiu o Estado, vai buscar atender as pessoas que perderam suas casas ou que não podem voltar para as residências devido ao risco de novos deslizamentos.
"Já estamos fazendo um levantamento diário. Precisamos ter áreas seguras, disponíveis e adequadas para a função de moradia, para fazer um levantamento prévio para poder apresentar ao governo, para buscarmos estes recursos, e poder dar a estas famílias a possibilidade de recomeçar as suas vidas", afirmou à Folha Online o prefeito João Paulo Kleinübing (DEM).
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Segundo Kleinübing, por enquanto, a prioridade da prefeitura é atender as vítimas.
Na próxima semana, em Brasília, prefeitos dos municípios atingidos pela chuva devem se reunir para traçar um plano de reconstrução das regiões mais afetadas. Medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva destinou R$ 1,6 bilhão para Estados atingidos pelas chuvas.
Chuva
Depois de cinco dias da enchente e da série de desabamentos, o tempo ainda é instável em Blumenau. A manhã desta sexta-feira começou com sol, mas, por volta das 9h30, a chuva voltou a atingir a região.
A Defesa Civil, como medida de prevenção, orienta que os moradores de áreas de risco permaneçam em um dos 61 abrigos montados na cidade.
Tragédia
Em todo o Estado de Santa Catarina, a Defesa Civil contabiliza 99 mortes causadas pela chuva. Há desaparecidos, e mais de 78 mil pessoas foram obrigadas a sair de suas casas.
Em Blumenau, segundo balanço divulgado pela prefeitura por volta das 12h desta sexta, 23 pessoas morreram e 25 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas na cidade --4.842 estão em abrigos públicos.
O fornecimento de energia elétrica foi 75% normalizado e o de água, 40%, afirma a administração municipal.
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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