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Cotidiano
28/11/2008 - 16h36

Ruas tinham cheiro insalubre, diz moradora atingida pela enchente em Itajaí (SC)

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Colaboração para a Folha Online

A engenheira agrônoma Angeli Schmitt Reinhardt, 49, conseguiu voltar à residência onde mora na quarta-feira (26), depois de ter de abandoná-la na manhã de domingo (23). A casa, no entanto, ainda não tem condições de ser habitada. Primeiro é preciso fazer todo um trabalho de limpeza.

Localizada em Itajaí, uma das cidades catarinenses mais atingidas pelas chuvas, o imóvel de Angeli não foi um dos mais atingidos no bairro. "A gente fica aliviada de não ter acontecido nada, diante de quadros tão catastróficos que vemos por aí", diz.

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A engenheira relata que no bairro onde mora algumas casas ficaram quase que completamente submersas enquanto na sua. Na dela, em um nível mais alto da rua, a água atingiu apenas cerca de 50 centímetros. Mas o suficiente para causar algumas perdas. Segundo a moradora, os armários embutidos da casa ficaram todos empenados e um freezer talvez não tenha condições de uso.

"O mais triste são suas recordações, muitos livros ficaram danificados. Não estou nem cuidando dessa parte para não me envolver emocionalmente", diz.

De acordo com Angeli, por volta das 4h20 de domingo ela percebeu que a água estava a cerca de 100 metros de sua casa. Por volta das 9h20 chegava próximo de invadir o imóvel. Ela e o filho, de 18 anos, deixaram a casa.

O carro da família não pôde ser utilizado para sair do local. O jeito foi enfrentar a pé o rio que se formava pelas ruas da vizinhança. "A gente teve de fazer um esforço tremendo, principalmente contra a correnteza", diz.

A água estava pelo joelho, segundo a engenheira, e era preciso tomar cuidado para não cair em um bueiro aberto pela força das águas ou esbarrar em móveis arrastados para as ruas ou pisar em cacos de garrafa que apareciam boiando. "Naqueles pontos em que a água fica mais parada fica um cheiro de produto orgânico em deposição e barro, um cheiro muito insalubre", afirma.

Angeli e o filho buscaram abrigo na casa de uma irmã dela. Ao retornar ao imóvel para ver a dimensão do estrago --o que foi possível apenas na manhã de quarta-feira--, a engenheira deparou com um cenário que tornou-se comum no bairro depois da enchente: lixo entulho, camas, colchões e vários móveis colocados do lado de fora das casas.

Comentários dos leitores
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
eu como brasileira, agora com vergonha de ser,quero fazer uma critica a esse lula que air estar querendo aterrorisar nosso pais fazendo e pior trazendo esse presidente do irã pra car..o que ele quer com isso ?será possivel que esse luda não vai para de apoiar esse tipo de pessas terroristas,que mata as pessoas sem dor nem piedade,seria bom se com ele vinhece um homem bomba e quando entrase no planalto acionace o relogio quando tivese todos junto...para de apoiar bandido vai apoiar seu pove que estar morrendo afogado,nas balas perdidas,na secas do nordeste....e vc. só quer aparecer pra esse cara.....se liga cara...o brasil é de paz. sem opinião
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Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
sem opinião
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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