Após toque de recolher, três são presos em Itajaí (SC)
MATHEUS PICHONELLI
PABLO SOLANO
GUSTAVO HENNEMANN
da Agência Folha
Três pessoas foram detidas na madrugada de sexta-feira (28) em Itajaí por desrespeitar ordens para não circular por ruas da cidade após as 22h. A determinação, da Polícia Militar, foi criada para evitar saques ao comércio e a casas, como os que ocorreram durante a semana pela cidade devido aos caos causado pela chuva em Santa Catarina.
Na quarta-feira, 24 pessoas foram presas pela PM em virtude de furtos. Um dos detidos ontem era foragido e tinha ordem de prisão por roubo, de acordo com a polícia. Os outros dois já foram liberados.
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A Polícia Militar reforçou o patrulhamento nas áreas atingidas. Ao todo, 1.497 policiais de Santa Catarina foram deslocados para as áreas afetadas pelas chuvas. Não há prazo para o fim da operação.
Com exceção das aeronaves da Aeronáutica e do Exército, todas as outras que participam das missões de resgate e transporte de gêneros são coordenadas pelo Batalhão de Aviação da Polícia Militar. Até sexta-feira, eram 19 helicópteros, reunindo um efetivo de 91 pilotos e tripulantes nos trabalhos.
Ontem foi confirmada a 100ª morte por causa das chuvas no Estado. Dezenove pessoas estavam ainda desaparecidas. Os municípios que decretaram estado de calamidade eram 14.
A Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) divulgou ontem estimativa de perdas causadas pelas chuvas. A região do Vale do Itajaí tem perdas de R$ 358,3 milhões por semana parada --o que não inclui danos à infra-estrutura, casas e indústrias, diz a federação.
A participação da região no PIB estadual é de 21,8%. A cada dia sem funcionar, o porto de Itajaí, que em janeiro a outubro deste ano gerou US$ 10,2 bilhões em exportação e importação, cerca de US$ 34 milhões deixam de circular por dia de porto, ainda de acordo com estimativas da Fiesc.
No sul do Estado, 8.000 empregados da indústria cerâmica entraram em licença devido à falta de gás natural para abastecer as fábricas. O abastecimento foi comprometido pelo rompimento de uma tubulação.
Desabrigados
Apesar de o nível das águas ter baixado nas áreas atingidas nos últimos dias, novos temporais estão previstos para Santa Catarina a partir de segunda-feira. Para este fim de semana, o tempo deve ficar instável.
O número de desabrigados em Santa Catarina agora é de 27.410 pessoas. Na terça, eram mais de 33 mil. Uma psicóloga da Defesa Civil de Brasília deve chegar amanhã ao Estado para ajudar a atender quem perdeu casa nos temporais. "É o que chamamos de psicologia da tragédia", diz o relata o gerente estadual da Defesa Civil, major Emerson Neri Emerim.
Em Gaspar, a Defesa Civil municipal tem encaminhado termos de responsabilidade nas residências em áreas de risco para moradores que resistem a sair. Em muitos casos, afirma o diretor do órgão na cidade, Luiz Mário da Silva, o pai decide permanecer na casa para evitar furtos e apenas mulher e filhos vão para abrigos.
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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