Após pancada de chuva, equipes retomam trabalho de resgate em Ilhota (SC)
colaboração para a Folha Online
As equipes que realizam trabalho de resgate às vítimas das chuvas em Ilhota (SC), no Vale do Itajaí, retornaram o trabalho no início da tarde deste sábado, após uma nova pancada de chuva que atingiu a cidade por volta das 12h, informou a Defesa Civil. Segundo o órgão, a interrupção durou pouco tempo, apenas enquanto chovia forte.
Segundo a Defesa Civil, helicópteros de resgate da Polícia Militar auxiliam o socorro às vítimas.
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Neste sábado, em Ilhota, o órgão encontrou mais quatro corpos na região conhecida como morro do Baú, um dos pontos mais críticos. Com isso, o número de mortos no Estado por conta das chuvas subiu para 109.
O governo do Estado decretou situação de emergência nos municípios atingidos, sendo que 14 deles decretaram estado de calamidade pública: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento, Camboriú, Benedito Novo, Blumenau, Luis Alves, Itajaí, Rodeio, Itapoá, Brusque, Ilhota, Pomerode e Timbó.
Ao menos 78.707 pessoas tiveram de deixar suas casas, sendo que 27.410 estão desabrigadas, ou seja, devem ficar em abrigos públicos, e outras 51.297 estão desalojadas --ficam nas casas de amigos e familiares. Ao todo, 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelas chuvas no Estado.
Até a manhã de hoje, 11 trechos de rodovias de Santa Catarina continuavam interditados devido a quedas de barreira ou deslizamento de pista. Os problemas estão localizados em nove estradas estaduais e duas federais. No início da semana, eram 18 trechos intransitáveis.
Em Itajaí, o nível das águas começa a baixar, deixando móveis, colchões, roupas e utensílios domésticos cobertos de lama amontoados em frente a muitas casas. Muitos carros também foram danificados.
No último sábado (22), o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB) decretou situação de emergência no Estado, também válido por 180 dias.
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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