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Cotidiano
29/11/2008 - 21h17

Chuva causa mortes e desabriga famílias em SC; leia algumas histórias

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da Folha Online

A chuva que assolou Santa Catarina deixou mortos, desaparecidos e desabrigados. Os alagamentos e soterramentos atingiram diversas cidades e danificaram acessos e estradas.

Acompanhe histórias de algumas pessoas atingidas:

  • Em um abrigo em Blumenau, a doméstica Maria Pereira diz que ainda não sabe o que fará ao deixar o local. "Estou na mão do povo. Se mandarem eu sair daqui, não sei para onde vou." Leia mais
  • O prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing (DEM), afirmou que a cidade terá que ser reconstruída. "Vamos ter que repensar determinadas áreas, reestudar toda a cidade. Mas muitas delas nem poderão ser ocupadas novamente." Leia mais
  • O aposentado João Balo, 75, se refugiou com outras pessoas num galpão de armazenar banana, depois de ter a casa destruída no Vale do Baú. "Ficamos dois dias esperando pelo resgate. Passamos fome", disse à Agência Brasil. Leia mais
  • O porteiro Ademar Dalberti, 58, já enfrentou outras enchentes e diz que esta foi a pior. "Na enchente de 83 eu perdi bastante coisa, na de 84 eu perdi o que já tinha conseguido recuperar, mas nesta última perdi muito mais". Leia mais
  • Desabrigada pela chuva, a dona-de-casa Maria do Corro, 41, afirma que falta comida e roupas secas no colégio onde está abrigada. "Estamos abandonados, sem nada", diz. Leia mais
  • A engenheira agrônoma Angeli Schmitt Reinhardt, 49, conseguiu voltar à residência onde mora dias depois de ser obrigada a deixar o imóvel devido à enchente. "Naqueles pontos em que a água fica mais parada fica um cheiro de produto orgânico em deposição e barro, um cheiro muito insalubre", afirma. Leia mais
  • A artista plástica Irace Soares de Oliveira, 76, voltou para casa, em Blumenau, para resgatar alguns de seus quadros. "Moro aqui há 36 anos e nunca vi algo como isso. Passamos aqui as piores enchentes, escolhemos morar no alto, no morro, com medo das águas". Leia mais
  • O plantão do médico Lucas Gonçalves, 43, trabalhou por mais de 60 horas ininterruptas para atender vítimas das chuvas. "Não conseguiria ir para casa dormir sabendo dessa situação." Leia mais
  • Há quatro anos atendendo a vítimas de acidentes como socorrista do Samu, Fábio Pinheiro, 30, não imaginava que o segundo andar de sua casa em Itajaí serviria de abrigo improvisado para 21 pessoas. "Nem eu sei como fiz isso, mas cumpri minha missão", diz. Leia mais
  • A aposentada Dilma Frena Bechtold, 76, só percebeu os estragos causados pela chuva em sua casa, na cidade de Brusque, ao acordar. Ela não deixou o imóvel, mas entrou em contato com a Defesa Civil. "Eles não vieram aqui. Perguntaram se tinha muita prioridade, mas acho que tem gente em situação muito pior". Leia mais
  • Quando a água começou a invadir a residência onde o músico Juvenal Motta, 20, mora com a família, em Gaspar (SC), a saída foi levar móveis e eletrodomésticos para o sótão da casa, para evitar perder tudo. "Duas ruas paralelas alagaram antes. Deu tempo para a gente pegar os móveis e colocar em um lugar seguro." Leia mais
  • O desempregado Elson Ferreira da Conceição, 32, foi um dos voluntários que ajudou a resgatar diversas pessoas que ficaram ilhadas em Itajaí. Ele se diz "culpado" por não ter conseguido impedir que os três fossem levados pela correnteza. Leia mais
  • O medo de saques a casas em Blumenau faz com que famílias de vítimas montem guarda para proteger os pertences que não foram levados pela chuva. "Compramos uma geladeira e ainda não terminamos de pagar. É o pouco que temos", disse Ivanir Neves, 45. Leia mais
  • Grávida de sete meses, Odete de Oliveira Machado, 35, foi obrigada a abandonar a casa onde morava com o marido na cidade de Gaspar (SC) e se abrigar na casa de uma vizinha. "Agora estão 11 pessoas na casa, em uma casa de quatro cômodos." Leia mais
  • Para salvar objetos, algumas pessoas se arriscaram em imóveis ameaçados em Blumenau. "Eu entrei em casa apenas para salvar algumas roupas, deixei para trás tudo. Não há mais o que salvar", disse Anderson Krüger. Leia mais
  • A estudante de engenharia ambiental Nicole Schramm, 20, viajou para uma festa de família em Rio do Sul, município do interior de Santa Catarina e não conseguiu voltar para casa. A moradora de Itajaí foi alertada por vizinhos e amigos de que sua casa estava debaixo d'água. "A hora que deu uma acalmada na chuva meus amigos foram lá e um dos cachorros estava sobrevivendo boiando em cima da casinha, enquanto o outro, que é maior, ainda conseguia se manter em pé com a cabeça fora d'água", diz. Leia mais
  • O funcionário público Luiz Armando Decézaro relatou o drama de bairros alagados. "É muita água. Você não tem noção da quantidade de água que é". Leia mais
Comentários dos leitores
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
eu como brasileira, agora com vergonha de ser,quero fazer uma critica a esse lula que air estar querendo aterrorisar nosso pais fazendo e pior trazendo esse presidente do irã pra car..o que ele quer com isso ?será possivel que esse luda não vai para de apoiar esse tipo de pessas terroristas,que mata as pessoas sem dor nem piedade,seria bom se com ele vinhece um homem bomba e quando entrase no planalto acionace o relogio quando tivese todos junto...para de apoiar bandido vai apoiar seu pove que estar morrendo afogado,nas balas perdidas,na secas do nordeste....e vc. só quer aparecer pra esse cara.....se liga cara...o brasil é de paz. sem opinião
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Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
sem opinião
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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