Helicópteros e aviões da FAB já resgataram 1.800 pessoas em Santa Catarina
da Folha Online
As 15 aeronaves que a FAB (Força Aérea Brasileira) destinou a Santa Catarina para reforçar as equipes de socorro já resgataram ou transportaram das áreas de risco 1.800 pessoas nos últimos sete dias.
Segundo a Defesa Civil Estadual, 1,5 milhão de pessoas foram atingidas pelas chuvas, que deixaram 114 mortos e 19 desaparecidos. Há ainda 27.410 pessoas desabrigadas e 51.297 desalojados.
Ao todo a Aeronáutica mantém permanentemente cinco helicópteros e quatro aviões. Os demais já voltaram para seus locais de origem. Os equipamentos utilizados no socorro ficam sediados na base de operações aéreas de resgate montada em Navegantes (SC).
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| Moacyr Lopes Jr. - 25.nov.08/Folha Imagem |
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| Famílias resgatadas no morro do Baú, região com o maior número de mortos na cidade; alguns moradores não querem deixar suas casas |
Os helicópteros são utilizados para resgate das vítimas e transporte daqueles que estão ilhados. Os aviões carregam donativos vindos de diversas partes do país.
Juntos os aparelhos já somam 200 horas e vôo ao longo de dia sete dias. Neste período, além dos 1.800 resgatados, eles transportaram 50 toneladas de cestas básicas, água e colchões. Outras 200 toneladas de alimentos, água, material de limpeza e medicamentos foram trazidos por dois cargueiros da FAB.
Resgate
Os trabalhos realizados hoje pelas aeronaves da FAB consistem, prioritariamente, em tirar as pessoas de áreas do vale do Baú e Braço do Serafim.
Segundo a FAB, por recomendação da Defesa Civil, o resgate está sendo feito exclusivamente pelo ar.
O maior problema enfrentado pelas equipes é a volta das pessoas às suas casas e a recusa a sair. A volta delas ocorre pois as águas baixaram e muitas demonstram não acreditar que estão em perigo.
O risco é que casos como o ocorrido na sexta-feira (28) em Arraial. Quatro pessoas de uma mesma família que já haviam sido retiradas do imóvel decidiram voltar para buscar pertences e acabaram morrendo após um deslizamento de terra atingir a casa delas.
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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