Chuvas deixam mais de 5.000 desalojados no ES
LEONARDO FÉDER
colaboração para a Folha
CRISTINA MORENO DE CASTRO
da Agência Folha
Mais de 5.000 pessoas já tiveram que deixar suas casas por causa de fortes chuvas no Espírito Santo. A cidade mais afetada pelos temporais é Vila Velha, próxima a Vitória. O número de desabrigados e desalojados, que era de 2.177 no fim de semana, passou para 5.343 depois que a Defesa Civil do Estado fez um levantamento mais abrangente em Vila Velha. Não há registros de mortos nem feridos pelas chuvas.
Vila Velha, cidade mais populosa do Estado, sofreu com a cheia do rio Jucu, que corta o município. Ele está pelo menos um metro acima de seu leito normal por causa das chuvas.
O canal Guaranhuns, que fica próximo de quatro bairros, também encheu e alagou as ruas da região. Só em Vila Velha já são 3.600 desalojados e 456 desabrigados, de acordo com o último levantamento de Adão da Cunha, coordenador da Defesa Civil municipal.
A prefeitura colocou cinco bombas hidráulicas para ajudar a esvaziar o canal de Guaranhuns. "Mas não dá para sentir o canal esvaziando ainda", disse Cunha.
Além de Vila Velha, ainda há nove cidades em situação de emergência no Espírito Santo --Pancas, Guarapari, Domingos Martins, Iconha, Baixo Guandu, Vargem Alta, Água Doce do Norte, Itapemirim e Marechal Floriano.
Nos últimos dias, chegou a fazer sol na região metropolitana de Vitória, a área mais atingida. Com o tempo mais estável, técnicos do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) puderam recuperar as rodovias mais afetadas pela queda de barreiras. Nesta segunda-feira não havia rodovias interditadas.
A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) é de pancadas de chuva em todo o Estado pelo menos até a próxima quinta-feira (4).
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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