ONG que atende vítimas de desastres diz que situação "é crítica" em SC
DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Blumenau
Representantes da ONG Shelter Box, que já atuou em grandes catástrofes, como o tsunami na Ásia, em 2004, e o furacão Katrina em Nova Orleans (EUA), em 2005, dizem que a situação em Santa Catarina é "bastante crítica".
Mas, segundo eles, como as famílias desabrigadas conseguiram acesso imediato a abrigos provisórios, elas estão conseguindo viver com um mínimo de "dignidade". Dois membros da entidade chegaram ao Estado no fim de semana para ajudar nos trabalhos de socorro.
Segundo boletim divulgado na noite de hoje pela Defesa Civil, o número de mortos por causa das chuvas no Estado chega a 116. Outras 31 pessoas estão desaparecidas. Mais de 78 mil tiveram que deixar suas casas. Já decretaram estado de calamidade pública 14 cidades.
| Allan Santin/Folha Imagem |
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| Voluntários Peter Leach e Shawn Halbert da ONG inglesa Shelter Box chegam a Santa Catarina para ajudar vítimas das enchentes |
"É um desastre terrível. Os serviços de emergência estão lidando com muitas ocorrências [ao mesmo tempo], principalmente deslizamentos", diz Shaun Halbert, 55, cirurgião veterinário e integrante da ONG. "A situação é bastante crítica. É preciso continuar monitorando nos próximos dias e semanas."
A ONG inglesa está fazendo um levantamento sobre as enchentes na região e analisando o melhor modo de prestar apoio aos flagelados. A organização têm um projeto de fornecer "caixa-abrigo" ("shelter box") a atingidos por desastres.
Cada caixa entregue atende dez pessoas. Dentro delas, há um kit com uma barraca, utensílios domésticos, como panelas, ferramentas e cobertores. Segundo eles, a resposta das autoridades em Santa Catarina foi "dada a tempo" e talvez não seja preciso enviar as caixas. A ONG, no entanto, bancará o transporte do material para o Brasil, se necessário.
Halbert e o voluntário da ONG Peter Leach, 26, vieram ao Brasil convidados pelo Rotary Clube em Santa Catarina para estudar possível apoio às vítimas no Vale do Itajaí.
No sábado (29) e no domingo (30), Leach e Halbert percorreram por terra e pelo ar regiões atingidas no município de Luiz Alves, próximo a Blumenau. "Os governos locais estão lidando muito bem com a situação, que consideramos ser muito séria", disse Halbert. Para ele, tempo de resposta para acolher as pessoas é a principal tarefa em caso de desastres naturais.
Mas a ONG considera que um dos principais fatores em um desastre natural também é a mobilização da população do país atingido, principalmente na área de doações.
"A generosidade é uma fonte importante para enfrentar os problemas no Vale do Itajaí. É preciso que as pessoas continuem a receber colchões, cobertores e comida", diz.
Fundada em 2000 e com sede em Cornwall, sul da Inglaterra, a Shelter Box atua de maneira emergencial para garantir abrigo a vítimas de conflitos armados e desastres naturais. Em um prazo de 12 horas, assim que seus membros forem contatados, a organização tem condições de levar os primeiros kits às famílias afetadas.
O kit com o abrigo é usado hoje por famílias vítimas de um terremoto no Paquistão e para abrigar refugiados de guerra civil na África. O tsunami no leste da Ásia, quando mais de 200 mil pessoas morreram, foi o maior projeto de socorro no qual a ONG se envolveu.
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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