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Cotidiano
01/12/2008 - 22h33

Mais de 700 animais domésticos morreram em Itajaí (SC)

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BRENO COSTA
da Agência Folha

A aposentada Marli Duarte, 67, pensou que voltaria no mais tardar em três horas quando saiu da casa que dividia há seis anos com o yorkshire Tom, próximo às margens do rio Itajaí-Mirim, em Itajaí. Deixou o cachorro em cima da cama do quarto e saiu para a casa de uma comadre a três quarteirões dali. "A água estava na minha canela. Não vou me perdoar. Poderia ter levado ele [Tom] comigo", diz Marli. Tom morreu afogado, com a subida da água.

O caso dele não foi isolado em meio à tragédia que vitimou ao menos 116 pessoas em Santa Catarina durante as últimas semanas. Ainda não há números oficiais de centros de controle de zoonoses dos municípios mais afetados.

João Carlos Frigério/Bombeiros do Paraná
Aspirante do Corpo de Bombeiros do Paraná resgata cão salsicha que havia sido arrastado pela correnteza na cidade de Gaspar
Aspirante do Corpo de Bombeiros do Paraná resgata cão salsicha que havia sido arrastado pela correnteza na cidade de Gaspar

O presidente da Aipra (Associação Itajiense de Proteção aos Animais), Roberto Pereira, contudo, diz não ter dúvidas de que pelo menos 700 animais domésticos morreram, só em Itajaí, em decorrência das chuvas. A maioria, diz, eram cães.

"Eu vi mais de 200 animais mortos na cidade, entre cães, gatos, cavalos e bois. As pessoas abandonaram os animais. Na pressa em sair de casa, deixaram os cachorros presos em correntes, ou trancados dentro de casa", diz Pereira.

Para ajudar a cuidar dos que se salvaram das enxurradas e inundações, pelo menos quatro entidades de defesa dos animais, de Blumenau, Itajaí, Itapema e Joinville, divulgaram contas-correntes para receber doações para compra de rações para os animais.

A Coordenadoria do Bem-estar Animal de Florianópolis, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, começou uma campanha de arrecadação na tarde de sexta-feira (28). Em três horas, informou ter conseguido 300 quilos de ração. Uma fábrica de ração de Penha, município vizinho a Itajaí, doou 1,25 toneladas durante a semana passada.

O voluntariado pró-animais já era coisa normal para a comerciante Suraia Sehn, 49, de Itajaí. Ela vive com 13 vira-latas em casa. Com a chuva, conta, teve que sair e colocou cinco em cima de um guarda-roupa, outros cinco em cima de outro armário e mais três sobre o armário da cozinha.

"Durante cinco dias, eles ficaram lá. Eu saía de barco da casa da minha amiga, onde estava abrigada, e levava comida para eles. Salvei todos."

Comentários dos leitores
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
eu como brasileira, agora com vergonha de ser,quero fazer uma critica a esse lula que air estar querendo aterrorisar nosso pais fazendo e pior trazendo esse presidente do irã pra car..o que ele quer com isso ?será possivel que esse luda não vai para de apoiar esse tipo de pessas terroristas,que mata as pessoas sem dor nem piedade,seria bom se com ele vinhece um homem bomba e quando entrase no planalto acionace o relogio quando tivese todos junto...para de apoiar bandido vai apoiar seu pove que estar morrendo afogado,nas balas perdidas,na secas do nordeste....e vc. só quer aparecer pra esse cara.....se liga cara...o brasil é de paz. sem opinião
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Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
sem opinião
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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