Piloto de equipe de resgate diz que nunca viu algo como a tragédia de SC
RENATA BAPTISTA
da Agência Folha
"Transporto equipes de médicos, enfermeiros, de busca e salvamento, cães farejadores, faço sobrevôos com geólogos e outros profissionais para diagnóstico da situação e outras missões. Também faço resgate de vítimas e até de cadáveres." É assim que o tenente-coronel Cleberson Pereira Santos, 41, piloto de helicóptero do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, descreve o trabalho que vem realizando desde a terça-feira (25) em Santa Catarina.
Duas equipes mineiras foram enviadas pelo governo estadual para auxiliar o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina no auxílio às vítimas das enchentes. Santos, com 18 anos na corporação e 12 como piloto, diz que nunca havia presenciado uma situação semelhante.
| James Tavares/Efe |
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| Helicóptero sobrevoa área atingida em Luiz Alves, em Santa Catarina. Desalojados somam 85 mil em todo o país |
"Em uma primeira fase, foi priorizado o resgate de pessoas com risco de morte e famílias que estavam isoladas. Depois, foi realizado o transporte de alimentos, água e medicamentos. Atualmente são realizadas missões variadas, pois ainda há deslizamentos", afirma Santos.
Segundo ele, a equipe comandada por ele conseguiu resgatar mais de 20 vítimas, transportou aproximadamente três toneladas de alimentos e 300 quilos de medicamentos. Em quatro dias, o helicóptero "Arcanjo 1" fez 25 horas de vôo.
O piloto afirma que é recebido com gratidão pelas pessoas resgatadas. "Apesar das dificuldades, [as pessoas] sempre encontram otimismo para nos receber bem e agradecer pelos trabalhos realizados."
Casado com uma piloto de helicóptero da Polícia Militar de Minas Gerais e pai de três filhos, Santos diz que quando vê famílias dizimadas pela tragédia agradece por não sofrer uma situação semelhante.
"Ao realizar os vôos e deparar com tamanha destruição cabe a cada um de nós uma reflexão: por que isto está acontecendo? Estamos agredindo a natureza e ela está apenas respondendo a esta agressão? Não sei dizer."
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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