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Cotidiano
01/12/2008 - 23h24

Blumenau tem 2º dia de sol; organização cria estratégias para evitar tumultos nos abrigos

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DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Blumenau

Pelo segundo dia seguido, a cidade de Blumenau pôde apreciar nesta segunda-feira um clima sem chuva e com sol. Moradores disseram que a situação foi incomum nos últimos meses e tiraram o dia para trabalhar na limpeza das casas e do comércio.

Segundo previsão da Epagri, estatal catarinense responsável pela meteorologia, a previsão para hoje no Vale do Itajaí é de chuva em pontos isolados na madrugada e de sol entre nuvens no decorrer do dia. A empresa, porém, enviou novos alertas sobre o risco de deslizamentos na região.

James Tavares/Efe
Helicóptero sobrevoa área atingida em Luiz Alves, em Santa Catarina. Desalojados somam 85 mil em todo o país
Helicóptero sobrevoa área atingida em Luiz Alves, em Santa Catarina. Desalojados somam 85 mil em todo o país

"Faz dois meses que não há dois dias de sol em Blumenau", afirmou o empresário Américo Odorizzi, 64. "O sol nos dá coragem de reconstruir", disse ele, durante o trabalho de remoção de material de um galpão de sua editora, atingida por um deslizamento. O prejuízo foi de R$ 300 mil, disse.

"Pra mim, isso [dia de sol] é raro. Tomara que permaneça", afirmou a operária Marli Gutz, 50, que teve a casa inundada no bairro Nova Esperança.

A comerciante Janete da Silva Sieverdt, 30, reabriu sua padaria hoje em Blumenau depois de uma semana sem poder trabalhar. Ao lado do estabelecimento, um desmoronamento de terra matou três pessoas que estavam dentro de uma casa. "O que queremos é voltar a ter um dia assim, com sol, e sem desgraça", disse.

Abrigos

Apesar do tempo bom, os abrigos públicos da cidade, onde estão os moradores que perderam as casas, continuam cheios. Para impedir confusões nos locais, militares e voluntários estão criando estratégias envolvendo atividades para mantê-los ocupados.

Funcionários de um dos abrigos visitados pela reportagem, na Furb (Universidade Regional de Blumenau), dizem que colocam moradores suspeitos de envolvimento com crimes em bairros para trabalhar na manutenção do local, em serviços como os de faxina.

Segundo os funcionários, outra tática para dissuadir confusões é manter o policiamento por perto.

No fim de semana, cinco policiais militares fizeram uma vistoria dentro do abrigo com o objetivo de encontrar armas ou drogas, mas nada foi achado. Mesmo assim, a organização considera que a presença do policiamento e uma programação que imponha uma rotina ajudam a deixar o ambiente com sensação de segurança para os desabrigados.

Para melhorar o ambiente, voluntários, como integrantes do conselho regional de psicologia, criaram atividades de leitura e pintura para crianças. Para os adultos, há conversas em grupo com terapeutas que os ajudam a superar o trauma causado pela perda da casa.

Comentários dos leitores
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
eu como brasileira, agora com vergonha de ser,quero fazer uma critica a esse lula que air estar querendo aterrorisar nosso pais fazendo e pior trazendo esse presidente do irã pra car..o que ele quer com isso ?será possivel que esse luda não vai para de apoiar esse tipo de pessas terroristas,que mata as pessoas sem dor nem piedade,seria bom se com ele vinhece um homem bomba e quando entrase no planalto acionace o relogio quando tivese todos junto...para de apoiar bandido vai apoiar seu pove que estar morrendo afogado,nas balas perdidas,na secas do nordeste....e vc. só quer aparecer pra esse cara.....se liga cara...o brasil é de paz. sem opinião
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Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
sem opinião
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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