Publicidade

Cotidiano
02/12/2008 - 08h53

FAB resgata grupo isolado havia oito dias em Luiz Alves (SC)

Publicidade

FERNANDO DONASCI
da Folha de S.Paulo, em Luiz Alves

Um grupo de 41 moradores do Braço do Francês, em Luiz Alves (SC), não via a hora de escapar de uma área de risco isolada havia oito dias. Alguns tentaram por terra, mas pararam nas barreiras das estradas. Tiveram que aguardar até ontem, quando três helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira) chegaram para resgatá-los.

Leia cobertura completa sobre a chuva em Santa Catarina

Fernando Donasci/Folha Imagem
Helicóptero da FAB resgata moradores de área de risco isolada havia oito dias no Braço do Francês, em Luiz Alves
Helicóptero da FAB resgata moradores de área de risco isolada havia oito dias no Braço do Francês, em Luiz Alves

A reportagem acompanhou no final da tarde o resgate do grupo, aglomerado num abrigo improvisado. No rosto das crianças, a expressão de pânico e de choro --talvez assustadas, talvez por medo dos helicópteros, talvez por medo de abandonar suas casas.

No grupo, uma mulher de 52 anos com a perna engessada por ter tentado salvar da morte seu filho de 13 anos. "Era muita água. Caí no buraco e quebrei a perna", contou Nadir Maria Schimidt. A casa dela foi invadida pela chuva. Ao tentar salvar alguns pertences, foi surpreendida pela altura da água quando retornava ao imóvel. Correu para resgatar seu filho e se acidentou. No final, foi ele quem a tirou do buraco.

Ontem, os moradores só conseguiram levar documentos e bens mais leves. Cada um levava uma pequena sacola --com poucas mudas de roupas.

Alguns estavam no abrigo desde domingo da semana anterior. Outros só correram para lá nos últimos quatro dias, devido à ordem da Defesa Civil para que abandonassem suas casas. Segundo eles, comida e água não faltavam. Mas todos pareciam nervosos por ficarem entre os últimos a serem atendidos pelas equipes de resgate.

Os helicópteros da FAB sobrevoaram a área do Braço do Francês, onde os deslizamentos, embora não tão próximos do abrigo, ainda ameaçam avançar. Na chegada ao campo, às 18h, os militares anunciavam nome a nome a lista preparada pela Defesa Civil.

Simone Blublitz, com a filha de dois meses no colo e outros sete filhos faziam parte da lista. "Vivíamos uma vida tranqüila antes da tragédia", disse ela. O cunhado e a nora não responderam à convocação --foram dos poucos que não quiseram sair do bairro.

Já a família Felberg aguardava ansiosamente pelo resgate. Edílson, 16, ficou à espera do helicóptero da hora do almoço ao final da tarde. "De manhã, quando fomos lavar a roupa, meu tio foi avisado para a gente se aprontar logo. Disseram que a terra do morro iria descer."

Jaldira Felberg, 55, mãe de Edílson, fez questão de pedir à reportagem para que colocasse seu nome no jornal para provar que a família estava viva --só pensava em tranqüilizar seu irmão, que mora em outra região. "Eles ainda não escutaram nosso nome na televisão."

Comentários dos leitores
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
eu como brasileira, agora com vergonha de ser,quero fazer uma critica a esse lula que air estar querendo aterrorisar nosso pais fazendo e pior trazendo esse presidente do irã pra car..o que ele quer com isso ?será possivel que esse luda não vai para de apoiar esse tipo de pessas terroristas,que mata as pessoas sem dor nem piedade,seria bom se com ele vinhece um homem bomba e quando entrase no planalto acionace o relogio quando tivese todos junto...para de apoiar bandido vai apoiar seu pove que estar morrendo afogado,nas balas perdidas,na secas do nordeste....e vc. só quer aparecer pra esse cara.....se liga cara...o brasil é de paz. sem opinião
avalie fechar
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
sem opinião
avalie fechar
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (409)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca