Defesa Civil interrompe reparos em gasoduto por risco de novos deslizamento em SC
Colaboração para a Folha Online
da Agência Folha
da Agência Folha, Porto Alegre
Os trabalhos de reparo no gasoduto Brasil-Bolívia, danificado pelas chuvas que atingem o Estado de Santa Catarina, estão interrompidos pela Defesa Civil desde domingo (30) devido ao risco de novos deslizamentos no local, no município de Gaspar (SC). Na manhã desta terça-feira ainda não havia previsão para o retorno aos trabalhos.
A tubulação da TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil) está rompida desde o dia 23 de novembro, prejudicando o envio de gás natural para os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
- ONG que atuou em tsunami e furacão Katrina permanece em SC
- Ajuda a vítimas de chuvas em SC ultrapassa R$ 7 milhões
- Piloto de equipe de resgate diz que nunca viu algo como a tragédia de SC
Em Santa Catarina, o fornecimento foi interrompido para cerca de 140 indústrias e 80 postos de GNV (gás natural veicular). No Rio Grande do Sul, o gás deixou de chegar a 87 indústrias, incluindo uma refinaria da Petrobrás, e 59 postos de GNV.
| Allan Santin/Folha Imagem |
![]() |
| Tubulação de gás afetada por conta de deslizamentos de terra em Santa Catarina; chuvas já causaram a morte de 116 pessoas |
De acordo com a TBG, até a interrupção dos trabalhos, a empresa já tinha concluído a preparação do terreno e três tubos estavam prontos para serem soldados. Com a interdição, equipamentos ficaram no local esperando a liberação. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, uma nova vistoria será realizada nesta terça-feira para analisar a possibilidade de deslizamentos.
A Defesa ainda acrescentou que a empresa deve entregar um plano de trabalho e outro de emergência --para possível retirada de trabalhadores-- para analisar a possibilidade de retomada dos trabalhos. Mas a assessoria da empresa afirmou não ter recebido informações sobre a elaboração dos planos.
Antes da interdição do local, a empresa previa a conclusão das obras em 15 de dezembro. Uma nova data de término não foi divulgada pela empresa.
Como alternativa, parte da indústria dos Estados está usando GLP (gás de cozinha), que precisa ser transportado por caminhão e tem maior custo, diz o presidente da SCGás (companhia de gás catarinense), Ivan Ranzolin.
Ainda de acordo com Ranzolin, o setor residencial e comercial de Santa Catarina pode ser abastecido por mais 25 ou 30 dias com o gás que ainda resta nas tubulações. Após esse prazo, a região do Vale do Itajaí e todo o sul do Estado devem ficar sem abastecimento de gás natural.
A Sulgás (companhia de gás do RS) informou na segunda-feira (1º) que o abastecimento para 331 residências e 38 estabelecimentos comerciais está assegurado durante o período do conserto, mas não especificou o número exato de dias.
Leia mais
- Santa Catarina fará campanha para atrair turistas
- No 1º dia, hospital de campanha faz 85 consultas em SC; capacidade é para 400
- Hospital de campanha vai priorizar casos encaminhados por unidades de saúde em SC
- Piloto de equipe de resgate diz que nunca viu algo como a tragédia de SC
- Mais de 700 animais domésticos morreram em Itajaí (SC)
- ONG que atende vítimas de desastres diz que situação "é crítica" em SC
- Defesa Civil divulga lista de produtos necessários para ajudar vítimas em SC
- Número de mortos pelas chuvas em SC chega a 116; 31 estão desaparecidos
Especial
- Leia cobertura completa sobre a chuva em Santa Catarina
- Confira o índice UV
- Leia sobre o tempo na Folha Online
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria




avalie fechar
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
avalie fechar
avalie fechar