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Cotidiano
02/12/2008 - 18h43

Reconstrução do Porto de Itajaí (SC) começa ainda neste ano, diz ministro

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ALLAN SANTIN
colaboração para a Folha Online, em Itajaí (SC)

A reconstrução do porto de Itajaí, uma das cidades mais devastadas pelas chuvas em Santa Catarina, deve começar ainda este ano, informou o ministro Pedro Brito, da secretaria Especial dos Portos. O ministro, que visitou a cidade nesta terça-feira, reiterou que o governo federal destinará R$ 350 milhões para a recuperação do porto --principal fonte de renda na cidade.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Arnado Schmitt Jr, ainda não é possível estimar o prejuízo total provocado pelas chuvas. O aumento do nível da água do rio Itajaí destruiu integralmente o berço 1, e parcialmente os berços 2 e 3. Apenas o berço de número 4 tem condições de entrar em operação.

De acordo com o superintendente, a construção do berço zero --privado--, prevista para ser finalizada no início de 2009, deve ser acelerada e ao menos 200 funcionários já trabalham para que o berço seja finalizado antes do final de 2008.

Com a finalização do berço zero e a recuperação do berço 4 --previsto para voltar a funcionar até a próxima semana-- o porto irá recuperar 80% da sua capacidade de movimentação de cargas.

Dragagem

Segundo o superintendente, a prioridade para a recuperação do Porto de Itajaí é a dragagem de 3.800.000 m 3 de lama e entulho depositados no rio. Para tanto, serão necessárias dragas especiais --inexistentes da região.

O ministro informou que já na próxima semana a secretaria Especial dos Portos deverá providenciar as dragas para a limpeza dos cais. A administração dos portos estima que a dragagem custe cerca de R$ 30 milhões.

Os deslizamentos de terra alteraram a profundidade do canal do rio Itajaí, impedindo a entrada de navios de grande porte no porto. Antes dos deslizamentos, a profundidade média do canal do rio era de 11,5 metros.

O Porto de Itajaí é responsável por cerca de 14.000 empregos diretos. Por dia, o porto movimenta US$ 40 milhões.

As cargas destinadas ao porto --maior terminal de carga de congelados do país e o segundo em movimentação de contêineres-- serão redirecionadas aos portos de Navegantes (SC), São Francisco do Sul (SC), Paranaguá (PR) e Santos (SP) até que o porto tenha novamente condições de operar.

Comentários dos leitores
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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Diego Vezaro (1) 13/01/2009 12h29
Diego Vezaro (1) 13/01/2009 12h29
Olá meu nome é Diego.
Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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