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Cotidiano
03/12/2008 - 09h16

Doações aumentam, e SC precisa agora de mais voluntários

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TALITA BEDINELLI
colaboração para a Folha
ALENCAR IZIDORO
da Folha de S.Paulo, em Itajaí

Além dos problemas causados pelo excesso de chuvas e pelos deslizamentos de terra, alguns municípios de Santa Catarina sofrem agora com a falta de mão-de-obra voluntária. O problema acontece justamente no momento em que as doações ao Estado aumentam.
Faltam pessoas para carregar e descarregar caminhões, separar mantimentos, entregá-los nas casas e cadastrar vítimas.

Em Jaraguá do Sul, onde 7.000 casas foram danificadas e os prejuízos ultrapassaram os R$ 97 milhões, trabalham hoje 30 voluntários --na semana passada, eram cem.

"As pessoas voltaram a trabalhar e retomaram suas vidas", afirma Cíntia Kessler, gerente de desenvolvimento econômico e sustentável da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Jaraguá do Sul.

Em Itajaí, Hilda Deola, uma das coordenadoras de um centro de distribuição e coleta de alimentos, deu uma entrevista à TV local, ontem, para convocar ajudantes. Abordada pela reportagem, antes mesmo de ser questionada, ela disparou: "Está faltando voluntário, muita gente foi embora".

O problema também acontece em Blumenau. Na central de doações montada no parque Vila Germânica, local da Oktoberfest, o número de pessoas não é suficiente e oscila a cada dia, o que causa problemas nos horários de pico, quando caminhões chegam ao mesmo tempo para descarregar.

Apesar de afirmar que há necessidade de voluntários, a Defesa Civil de Santa Catarina alerta para as pessoas de outros Estados que queiram se deslocar para os municípios atingidos para ajudar, que elas devem ter onde dormir e comer.

"Os abrigos já são poucos. Não temos onde colocar quem é de fora", diz Caroline Margarida, responsável pelo setor de doação do órgão.

A diminuição no número de voluntários não é o único problema logístico que os municípios enfrentam. Em Joinville, faltam caminhões para realizar a distribuição e os dois depósitos para guardar os mantimentos já estão quase lotados. Em Brusque também falta espaço para receber mais doações.

Por falta de espaço para armazenamento, a Defesa Civil pediu que os Estados esperem até a próxima semana para mandar novas doações. O órgão orientou que somente mantimentos já separados por tipo --caminhões carregados só com água ou colchões, por exemplo-- sejam enviados. Assim, as doações seguirão direto para os municípios afetados.

A situação deve ser normalizada na próxima semana, quando um novo galpão de 10 mil metros quadrados passará a ser usado em Florianópolis.

Em São Paulo, os órgãos que recebem doações pedem que o material seja separado antes de enviado para evitar a necessidade de mais voluntários. Desde quarta, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil já enviou nove caminhões com 160 toneladas de mantimentos.

O Fussesp (Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural de SP) tem lotado três aviões por dia com doações. Já foram enviadas 160 toneladas de água, 27 mil roupas, 17 toneladas de alimentos, 1.050 itens de higiene pessoal, 165 cobertores e 500 colchões, e há doações estocadas.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) recomendou ontem, a todos os tribunais do país, que os recursos resultantes de aplicação de penas alternativas, como cestas básicas e multas, sejam enviados ao Fundo Estadual de Defesa Civil para auxiliar as vítimas em SC.

Comentários dos leitores
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
eu como brasileira, agora com vergonha de ser,quero fazer uma critica a esse lula que air estar querendo aterrorisar nosso pais fazendo e pior trazendo esse presidente do irã pra car..o que ele quer com isso ?será possivel que esse luda não vai para de apoiar esse tipo de pessas terroristas,que mata as pessoas sem dor nem piedade,seria bom se com ele vinhece um homem bomba e quando entrase no planalto acionace o relogio quando tivese todos junto...para de apoiar bandido vai apoiar seu pove que estar morrendo afogado,nas balas perdidas,na secas do nordeste....e vc. só quer aparecer pra esse cara.....se liga cara...o brasil é de paz. sem opinião
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Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
sem opinião
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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