Justiça ouve em janeiro testemunhas de acusação contra Lindemberg
colaboração para a Folha Online
A Justiça marcou para o dia 8 de janeiro o início da fase de instrução no processo que o Ministério Público do Estado de São Paulo move contra Lindemberg Alves Fernandes, 22, pela morte de sua ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, 15, ocorrida em 17 de outubro, em Santo André (Grande São Paulo).
Inicialmente serão ouvidas as testemunhas de acusação, depois as de defesa --ainda sem data definida. Após os depoimentos, o juiz do Tribunal do Júri de Santo André, José Carlos de França Carvalho Neto, define se o acusado será submetido a júri popular.
Lindemberg é acusado por matar a tiros sua ex-namorada depois de mantê-la em cárcere privado durante cem horas no apartamento onde a adolescente morava. Ele baleou ainda a amiga de Eloá, Nayara Rodrigues, 15, que também era mantida refém. O disparo atingiu a boca da adolescente, que sobreviveu.
Ao todo foram arroladas no processo dez testemunhas de acusação, entre elas Nayara e outros dois adolescentes que estavam no apartamento com as jovens quando a residência foi invadida por Lindemberg, em 13 de outubro.
Acusações
Lindemberg foi denunciado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), em relação a Eloá, e uma tentativa de homicídio duplamente qualificado, por ter atirado contra Nayara.
Além disso, é acusado de tentativa de homicídio qualificado por ter feito disparos contra um sargento da Polícia Militar. Ele permanece preso em Tremembé (147 km de São Paulo).
A denúncia contra Lindemberg inclui ainda cinco acusações por cárcere privado qualificado, por ter mantido como reféns Eloá, Nayara por duas vezes, e outros dois colegas das adolescentes que estavam no apartamento quando a residência foi invadida por ele. O réu também foi denunciado quatro vezes por disparo de arma de fogo.
Caso
Inconformado com o fim do namoro de mais de dois anos, Lindemberg Fernandes Alves decidiu render a ex-namorada no dia 13 de outubro, ao invadir o apartamento dela, em um conjunto habitacional do Jardim Santo André, em Santo André.
Na ocasião, Eloá estava em companhia de três amigos --dois garotos liberados no mesmo dia e de Nayara que, apesar de ter sido libertada 33 horas depois, retornou ao apartamento no dia 16 de outubro.
No desfecho do caso, a polícia invadiu o apartamento, alegando ter ouvido um tiro de dentro do imóvel e porque o comportamento de Lindemberg naquele dia estava bastante agressivo. O rapaz atirou contra Eloá e Nayara, causando a morte da ex-namorada e ferindo a amiga dela na boca.
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