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Cotidiano
03/12/2008 - 17h08

Polícia prende dois suspeitos de matar ganhador da Mega-Sena em Limeira (SP)

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Colaboração para a Folha Online

A Polícia Civil de Limeira (a 151 km de São Paulo) prendeu na manhã desta quarta-feira mais dois suspeitos de terem participado do assassinato do ganhador da Mega-Sena Altair Aparecido dos Santos, 43. Ele foi morto com um tiro no peito no dia 16 de novembro.

Na semana passada, foi preso o primeiro suspeito do crime, que teria assumido a autoria sozinho do assassinato, segundo a Polícia Civil.

De acordo com o delegado titular do DIG (Divisão de Investigações Gerais) de Limeira, João Batista Vasconcelos, os suspeitos --de 19 e 17 anos-- confessaram a participação no crime e deram detalhes da ação. "Eles disseram que tinham a intenção de roubar, mas a vítima reagiu e foi atingida", disse o delegado, sobre o depoimento dos detidos.

O menor foi encaminhado para o Juizado da Infância e Juventude e deve ir para a Fundação Casa. O outro suspeito foi levado para a delegacia Seccional de Limeira. A polícia ainda investiga quem disparou contra a vítima.

Crime

Santos foi baleado em sua casa, no condomínio Portal das Flores, no momento em que apagava as luzes do imóvel, após um churrasco. O disparo foi ouvido pela mulher dele.

Durante as investigações, a polícia constatou que o local do crime foi lavado. Em depoimento, a mulher de Santos afirmou que uma amiga da família limpou as manchas de sangue para não assustar o filho de oito anos do casal.

Ameaça

No início das investigações, a viúva de Santos afirmou à polícia que o marido havia recebido ameaças de Dogival Bezerra de Oliveira, 51, conhecido como Chaveiro. Ele foi um dos apostadores que ficaram de fora o bolão que rendeu o prêmio de R$ 16 milhões em 2007. Outras 13 pessoas entraram no bolão e os 14 dividiram o prêmio de R$ 16 milhões. O grupo se reunia em um bar e costumava apostar semanalmente. Cada um apostou R$ 5.

Na época, os dois amigos que ficaram de fora do bolão entraram na Justiça na tentativa de receber parte do prêmio. Em meio à disputa judicial, o grupo de ganhadores concordou em pagar uma parcela menor aos dois que ficaram fora.

Oliveira prestou depoimento e negou envolvimento com o crime e disse que "jamais mataria alguém". Aos policiais ele disse que na noite do crime havia saído com a mulher e com a neta para comer um lanche.

 

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