Chuva deixa um terço das praias do Estado de SC indisponíveis no Natal e Ano-Novo
da Folha Online
Atualizado às 18h45.
Praias localizadas numa faixa de cerca de 150 km do litoral de Santa Catarina devem permanecer indisponíveis durante o Natal e o Ano-Novo, segundo previsão da Famai (Fundação do Meio Ambiente de Itajaí). O trecho se estende desde o município de Florianópolis até Barra Velha, passando pelas praias de Navegantes e Itajaí, região mais atingida pelas chuvas.
O número de mortos devido às chuvas chega a 118 em todo o Estado, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira pela Defesa Civil.
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Desde o início das chuvas até a manhã desta quinta, 45.932 pessoas que foram obrigadas a deixar suas casas retornaram para suas residências. Na última segunda (1), eram 78.701 os desabrigados ou desalojados.
Atualmente, 5.533 permanecem desabrigados --dependem de abrigos públicos-- e 27.236 estão desalojados, ou seja, ficam hospedados na casa de amigos e familiares.
Na segunda-feira (1), o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), afirmou que as chuvas que atingem o Estado comprometeram 40% da produção econômica da região do Vale do Itajaí --setor mais importante da economia estadual.
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Entre casas destruídas, prédios públicos e rodovias a chuva também danificou parte do Porto de Itajaí, que deve demorar seis meses para ser refeito.
As medidas para reverter a situação do Estado incluem ainda uma campanha publicitária estadual, que visa mostrar que a infra-estrutura do litoral está preparada para receber os visitantes. A campanha não tem data para começar.
Salinidade
Além das belezas naturais --parte delas atingida pela chuva-- o Estado de Santa Catarina é famoso pelas praias. Uma das etapas do WCT (World Championship Tour), um dos mais importantes torneio de surfe do mundo, é realizada no Estado.
O diretor de fiscalização e educação ambiental do Famai, Luiz Fernando Inácio, afirmou que ao menos 150 km de praias do litoral --quase um terço dos 500 km existentes no Estado-- ficaram comprometidos devido às chuvas.
Desde ontem o órgão está implantando placas de sinalização e orientação aos banhistas. O maior problema é a fusão do acúmulo de lixo e a salinidade --teor de sal-- das águas.
"Um dos maiores problemas é a grande quantidade de entulho na areia, ferragens, pregos, ferrugens, animais mortos que ainda estão nas águas e aparecem na margem e a necessidade da renovação de areia", afirmou Inácio.
Segundo ele, a troca de salinidade das águas nessa faixa de 150 km de litoral só deve ocorrer dentro de 20 dias a 30 dias, o que compromete as visitas pelos banhistas durante o Natal e Ano-Novo. Parte dessa área abrangida não foi tão prejudicada pela chuva quanto o Vale do Itajaí, entretanto, sofre os efeitos do que é levado pelas águas.
Um relatório de balneabilidade das praias será realizado pelo governo estadual.
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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