17/03/2002
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05h35
Cerca de 25% das gestantes brasileiras são obesas, situação que envolve riscos para a vida das mulheres e repercussões para a saúde e peso dos bebês. Essa é uma das observações da pesquisa feita por Luciana B. Nucci e colaboradoras (M. I. Schmidt, B. B. Duncan, S. C. Fuchs, E. T. Fleck e M. M. S. Brito), publicada na "Revista de Saúde Pública", editada pela Faculdade de Saúde Pública da USP.
O estudo avaliou o estado nutricional de mais de 5.000 gestantes em clínicas de pré-natal do SUS (Serviço Único de Saúde) em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus e Fortaleza.
As autoras destacam que o excesso de peso ou a extrema magreza no início de uma gestação estão associados a resultados adversos na gravidez. Enquanto as futuras mães pesando abaixo do normal têm bebês que nascem com baixo peso, as obesas, ao contrário, dão à luz crianças bem grandes e pesadas.
Por outro lado, o excesso de peso corporal na gestante é um fator de risco para a pré-eclâmpsia (hipertensão, surgimento de proteína na urina e inchaço), podendo ainda a gestante desenvolver o diabetes mellitus gestacional. A pesquisa observou também maior número de mulheres negras entre as gestantes obesas, principalmente as que anteriormente já haviam tido filhos e que residiam em Estados do Sul e do Sudeste.
Obesidade em gestantes pode trazer problemas
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da Folha de S.PauloCerca de 25% das gestantes brasileiras são obesas, situação que envolve riscos para a vida das mulheres e repercussões para a saúde e peso dos bebês. Essa é uma das observações da pesquisa feita por Luciana B. Nucci e colaboradoras (M. I. Schmidt, B. B. Duncan, S. C. Fuchs, E. T. Fleck e M. M. S. Brito), publicada na "Revista de Saúde Pública", editada pela Faculdade de Saúde Pública da USP.
O estudo avaliou o estado nutricional de mais de 5.000 gestantes em clínicas de pré-natal do SUS (Serviço Único de Saúde) em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus e Fortaleza.
As autoras destacam que o excesso de peso ou a extrema magreza no início de uma gestação estão associados a resultados adversos na gravidez. Enquanto as futuras mães pesando abaixo do normal têm bebês que nascem com baixo peso, as obesas, ao contrário, dão à luz crianças bem grandes e pesadas.
Por outro lado, o excesso de peso corporal na gestante é um fator de risco para a pré-eclâmpsia (hipertensão, surgimento de proteína na urina e inchaço), podendo ainda a gestante desenvolver o diabetes mellitus gestacional. A pesquisa observou também maior número de mulheres negras entre as gestantes obesas, principalmente as que anteriormente já haviam tido filhos e que residiam em Estados do Sul e do Sudeste.

