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Cotidiano
10/12/2008 - 20h19

Justiça decreta prisão de ex-PM suspeito de ser o "maníaco do arco-íris"

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ROGÉRIO PAGNAN
ANDRÉ CARAMANTE
da Folha de S. Paulo

Atualizado às 21h09.

O sargento reformado da Polícia Militar de São Paulo Jairo Francisco Franco foi preso na noite desta quarta-feira depois que a Justiça decretou sua prisão temporária --por 30 dias. De acordo com a Polícia Civil, o ex-PM é investigado sob a suspeita de ser o "maníaco do arco-íris".

Conforme revelou a Folha na segunda-feira (8), de julho de 2007 e a agosto deste ano, 13 homens foram assassinados no parque dos Paturis, em Carapicuíba, perto de Alphaville, na Grande São Paulo.

Eduardo Anizelli-06.dez.2008/Folha Imagem
Criança brinca em parque dos Paturis, em Carapicuíba; 13 homens gays foram assassinados no local pelo "maníaco do arco-íris"
Criança brinca em parque dos Paturis, em Carapicuíba; 13 homens gays foram assassinados no local pelo "maníaco do arco-íris"

Os crimes são atribuídos ao "maníaco do arco-íris" --uma alusão à bandeira colorida da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Ocorreram dentro do parque que, à noite, é ponto de encontro de homossexuais.

Ao ser preso hoje, Franco trabalhava como segurança em Osasco, na Grande São Paulo.

Para pedir a decretação da prisão temporária do ex-policial militar à Justiça, o delegado Paulo Fernando Fortunato, chefe da Polícia Civil em Carapicuíba, usou como base o depoimento de uma testemunha que afirmou à polícia ter visto quando Franco atirou 12 vezes contra um homem negro que, até ontem, ainda não havia sido identificado.

Os disparos foram feitos com uma arma semi-automática. O crime ocorreu na noite de 19 de agosto deste ano.

Nenhuma arma foi apreendida com o ex-PM. Dos outros 12 assassinatos ocorridos no parque dos Paturis, 11 foram cometidos com um revólver calibre 38 e uma foi causada por pauladas.

 

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