CRM discute comportamento de formandos de medicina que invadiram hospital em Londrina (PR)
RENATA BAPTISTA
da Agência Folha
O CRM (Conselho Regional de Medicina) do Paraná vai se reunir nesta quinta-feira (12) com representantes e alunos do curso de medicina da UEL (Universidade Estadual de Londrina) para discutir o comportamento dos formandos que saíram de um bar e entraram no hospital universitário para comemorar o final do curso, provocando bagunça.
Imagens feitas pelo sistema de segurança do hospital e pelo telefone celular de uma pessoa que acompanhava um dos pacientes, no dia 20 de novembro, mostram dezenas de alunos usando jalecos e com bebidas entrando no centro médico.
Nas cenas, é possível ver que os alunos portavam ainda sprays de espuma e falavam aos gritos, incomodando os pacientes. Eles chegaram a disparar um rojão dentro do hospital.
A formatura de um grupo com 14 alunos, que foram identificados após auditoria interna na universidade, foi suspensa. Os outros 82 alunos vão se formar em cerimônia restrita para familiares e amigos amanhã. O curso --que teve o conceito mais baixo no Enade-- deve ser rediscutido, segundo a reitoria.
Os 14 alunos respondem a um processo administrativo e disciplinar que pode até causar a expulsão e deve ser concluído em 90 dias.
A Folha falou hoje por telefone com um dos alunos da turma. Ele preferiu não se identificar e disse não ter participado da festa no dia 20. Segundo ele, nenhum dos colegas quer comentar o assunto "para não prejudicar o andamento do processo administrativo".
Em nota, o Conselho de Médicos de Londrina parabenizou o conselho universitário da UEL pela decisão de reavaliar a certificação dos estudantes envolvidos na confusão. "O médico necessita ser o amparo, ser a força do doente, e para isto necessita ter caráter", diz a nota.
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