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10/12/2008 - 23h27

Uma em quatro cidades de SC tem risco "muito alto" de desastre, diz estudo

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BRENO COSTA
da Agência Folha

Um em cada quatro municípios de Santa Catarina corre risco "muito alto" de ser afetado por desastres naturais. Ao todo, 72 cidades estão nessa condição. Sessenta dessas estão fora da região do Vale do Itajaí, a mais afetada pelas chuvas que já causaram a morte de 124 pessoas no Estado --segundo informações da Defesa Civil, atualizadas na noite desta quarta-feira. A maioria (35) fica na região oeste, mais próxima à fronteira com a Argentina.

As informações constam de um estudo concluído em 2006 por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). A análise considera desastre natural o caso que provoque ao menos uma destas conseqüências: morte de dez pessoas, afete pelo menos cem pessoas, decretação de situação de emergência ou pedido de socorro internacional.

Neiva Daltrozo28.nov.2008/SECOM
Equipes da Defesa Civil buscam vítimas e feridos no morro do Baú, em Ilhota; prefeitura determina remoção de todos os moradores
Equipes da Defesa Civil buscam vítimas e feridos no morro do Baú, em Ilhota; prefeitura determina remoção de todos os moradores

O "Mapeamento de Risco de Desastres Naturais do Estado de Santa Catarina" usa como uma de suas bases para o cálculo do índice de risco de cada um dos 293 municípios catarinenses o nível de "perigo" associado a cada uma dessas cidades.

Para isso, foram usados estudos da geógrafa Maria Lúcia Herrmann, que coordenou a elaboração do "Atlas de Desastres Naturais do Estado de Santa Catarina", produzido para o governo de SC, cujo conteúdo foi revelado no último dia 28 pela Folha.

As outras variáveis usadas para se chegar ao índice de risco são a densidade demográfica, a intensidade da pobreza da população e a proporção de população idosa nessas cidades, além do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de cada município.

Produzido há quase três anos, o número de 72 municípios listados na categoria "risco muito alto" pode estar subestimado, alerta a geógrafa da Unicamp Luci Hidalgo Nunes, especialista em desastres naturais e co-autora do estudo, que leva em conta desastres registrados entre 1980 e 2003.

Segundo ela, casos de escorregamentos de terra, até 2000, não eram um fator preponderante em tragédias naturais no Estado, se comparado com enchentes e inundações. Os 124 mortos da chuva --a maioria vítima de soterramento-- fizeram a situação mudar, segundo ela.

"Eu acho que o número possa estar subestimado. Vale a pena a gente rever um monte de coisa. Esse episódio mostrou que chuvas intensas geram um problema, talvez até mais grave que inundações, que são os escorregamentos. A maior parte das mortes em desastres no Brasil está ligada a isso", diz a pesquisadora.

Um indício de que a quantidade informada está subestimada é o fato de que, dos 16 municípios que registraram mortos em decorrência das chuvas, apenas cinco estavam nessa categoria (Blumenau, Gaspar, Itajaí, Brusque e Florianópolis).

Outros três estavam na categoria de risco "alto", entre eles Ilhota, onde foi registrado o maior número oficial de mortes até agora (37). Jaraguá do Sul, com 13 mortos, era considerada risco "médio". Houve até o caso extremo de Rodeio, que, com quatro mortos, era vista como risco "baixo/nulo".

Comentários dos leitores
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
carmem santos (16) 22/11/2009 11h17
eu como brasileira, agora com vergonha de ser,quero fazer uma critica a esse lula que air estar querendo aterrorisar nosso pais fazendo e pior trazendo esse presidente do irã pra car..o que ele quer com isso ?será possivel que esse luda não vai para de apoiar esse tipo de pessas terroristas,que mata as pessoas sem dor nem piedade,seria bom se com ele vinhece um homem bomba e quando entrase no planalto acionace o relogio quando tivese todos junto...para de apoiar bandido vai apoiar seu pove que estar morrendo afogado,nas balas perdidas,na secas do nordeste....e vc. só quer aparecer pra esse cara.....se liga cara...o brasil é de paz. sem opinião
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Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
Rodrigo França (1) 10/09/2009 23h45
SC foi atingida pelas chuvas no segundo ano em regiões distintas e na mesma época, no outono. Em 2008 foram Itajaí e Blumenau e agora, região do extremo-oeste.
A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
sem opinião
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fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
fernando carlos (1) 13/01/2009 15h20
Santa CAtarina virou uma calamidade, os entes públicos deixaram a desejar, faltou é criatividade, no meio de tanta desgraça, teriam eles que motivar os turistas. 4 opiniões
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