Cai para oito o número de desaparecidos em SC; chuvas deixam 133 mortos
Colaboração para a Folha Online
A Defesa Civil de Santa Catarina anunciou no início da noite desta terça-feira que o número de desaparecidos em decorrência das chuvas caiu de 22 para oito em todo o Estado. O órgão também aponta um total de 133 mortes devido às enchentes e deslizamentos.
| 29.nov.2008 - Fernando Donasci/Folha Imagem |
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| Abrigo em Gaspar recebe vítima de enchentes em SC; chuva no Estado deixa mais de 32 mil desabrigados ou desalojados |
A redução do número de desaparecidos aconteceu devido à identificação de corpos que já haviam sido encontrados no município de Ilhota, informou a Defesa Civil. "Sabíamos que esse número mudaria, pois muitos corpos foram encontrados nos últimos dias. Hoje tivemos a confirmação oficial", afirmou o diretor do órgão, major Márcio Luiz Alves.
Segundo levantamento, as oito pessoas desaparecidas são seis de Ilhota e dois de Gaspar. Além disso, ao menos 32.853 pessoas continuam fora de suas casas, sendo que 5.617 estão desabrigadas e 27.236 desalojadas, ou seja, estão hospedadas em casas de amigos e parentes.
Doenças
O Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, divulgou nesta terça-feira que o número de contaminados por leptospirose após as chuvas subiu de 242 para 301.
O órgão também informou que já foram notificados 1.900 casos suspeitos, sendo que 870 estão em análise e 729 foram descartados.
Os 301 casos foram confirmados em moradores de Blumenau (88), Itajaí (64), Joinville (21), Gaspar (16), Camboriú (13), Balneário Camboriú (12), Florianópolis (11), Tijucas (11), Jaraguá do Sul (9), Ilhota (7), Itapema (7), São João Batista (6), Santo Amaro da Imperatriz (6), Timbó (4), Navegantes (4), Palhoça (3), Indaial (3), Luiz Alves (3), Itapoá (2), São Francisco do Sul (2), São José (2) e Brusque (2). Em Biguaçu, Canelinha, Rio dos Cedros, Guabiruba e Schroeder foi registrada uma contaminação em cada município.
Prevenção
| Fernando Donasci-27.nov.2008/Folha Imagem |
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| Enchentes e lama aumentam riscos de contaminação por leptospirose; prefeito de Blumenau também está contaminado |
Os primeiros sintomas da doença são: febre alta, dor de cabeça, dor muscular, cansaço e calafrios. Em alguns casos, vômitos e diarréia podem causar desidratação. Cerca de 10% dos pacientes também apresentam icterícia --olhos amarelados.
A doença pode ficar incubada de dois a 30 dias antes de aparecerem os primeiros sintomas.
O governo do Estado alerta que não existe vacina contra a leptospirose, e orienta para que a população evite contato direto com as águas de enchente ou com lama contaminada. Quando não foi possível evitar, deve-se usar calçados e luvas impermeáveis para reduzir o contato.
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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