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Cotidiano
05/01/2009 - 14h37

Conselho investiga se houve erro médico em caso de bebê dado como morto

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Colaboração para a Folha Online

O Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) informou na tarde desta segunda-feira que vai abrir uma sindicância para determinar se houve erro médico na constatação da morte de um bebê encontrado com vida quatro horas depois por uma faxineira do hospital estadual Leonor Mendes de Barros, no Belém, zona leste de São Paulo.

A menina, batizada como Giovana Vida Góes, nasceu no dia 2 de janeiro quando a mãe da criança, Renata Alves de Oliveira, 32, estava com seis meses de gestação. O médico que realizou o parto diagnosticou a menina como morta, mas quatro horas depois uma faxineira do hospital encontrou a criança se mexendo.

O Cremesp afirmou não ter sido informado oficialmente sobre o caso, mas acrescentou que uma sindicância está sendo iniciada para determinar se houve negligência. A Secretaria Estadual de Saúde também iniciou uma investigação que deve ser concluída em 45 dias.

O conselho destacou que ainda não possui o nome do médico que diagnosticou a morte da criança, mas afirmou que deve entrar em contato com a Secretaria Estadual de Saúde e com hospital nos próximos dias para identificar o profissional.

No caso de comprovado o erro médico, o responsável pode receber desde uma advertência até ter a licença médica cassada, ressaltou a assessoria do conselho.

Segundo a secretaria, a menina Giovana Vida continua internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Leonor Mendes de Barros. O estado de saúde da criança é considerado grave, mas estável. Ela precisa da ajuda de aparelhos para respirar, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.

 

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