Publicidade

Cotidiano
05/01/2009 - 17h22

IML libera laudo, e amigo depõe sobre morte de empresário alemão em Paraty (RJ)

Publicidade

DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O IML (Instituto Médico Legal) liberou para a Polícia Civil no início da tarde desta segunda-feira o laudo que confirma a suspeita de o empresário alemão Christian Wölffer, 70, ter morrido após ser atropelado por uma embarcação em Paraty (RJ), na quarta-feira (31). Pela manhã, o empresário Luiz Pastore, que hospedou o estrangeiro, prestou depoimento na Capitania dos Portos da cidade.

O laudo do IML sobre a morte de Wölffer aponta que os dois cortes profundos e um raso nas costas dele causaram perfuração do pulmão e, depois, hemorragia interna. Um dos peritos do IML, que não quis se identificar, disse que, no entanto, não é possível precisar se a embarcação que atingiu o empresário era de pequeno ou de médio porte.

Segundo informações da 167ª Delegacia de Polícia (Paraty), a investigação espera ouvir ainda nesta semana o depoimento dos atores Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima, que ajudaram a socorrer Wölffer no dia do acidente. O empresário paulista José Kalil Filho, que ajudou a levar o alemão para o hospital em sua embarcação, já foi ouvido.

Depois de três dias no Laboratório Técnico de Embalsamamento e Formolização, o corpo do empresário foi encaminhado, na madrugada de hoje, pela família para a funerária Santa Casa da Taquara. A filha do empresário está na cidade para providenciar a documentação do translado do corpo para os Estados Unidos.

Wölffer morava em Hamptons, balneário de luxo próximo à Nova Iorque (EUA). Ele era dono de um dos vinhedos mais conhecidos do mundo nos Estados Unidos, o Wolffer Estate.

Investigações

O delegado Alessandro Petralanda da 167 DP informou que o responsável pela morte de Wölffer vai responder criminalmente por homicídio culposo, podendo pegar três anos de prisão. No caso de omissão de socorro, que resulta em morte, a condenação é de um ano e meio ou multa.

No domingo (4), a 167ª DP ouviu um suspeito de ter atropelado o empresário alemão. O suspeito se apresentou assim que a polícia obteve, por meio do Disque-Denúncia, a informação de que ele seria o autor do crime. Após prestar depoimento e negar as acusações, o rapaz foi liberado para voltar para sua casa, em São Paulo.

A polícia ainda investiga três embarcações suspeitas, uma lancha já foi analisada pela perícia da Marinha e a outra aguarda a apresentação do proprietário. Segundo a Capitania dos Portos, o dono do bote encontrado em Angra ontem, que tem 4,5 metros de comprimento, também ainda não foi localizado. O barco estava escondido entre duas lanchas de grande porte e nunca foi visto antes no local.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca